Durante os quatro meses de recuperação de uma fratura no tornozelo esquerdo, o lateral-direito Lucas acompanhou alguns jogos de dentro do estádio. Ali, vibrou, sofreu e tentou ajudar o Botafogo a conseguir, pelo menos, a vaga na Taça Libertadores. Nesse período, ele passou a entender melhor a relação entre o time e a torcida, tão conturbada na maior parte da temporada.

Contra o Coritiba, na rodada passada, Lucas voltou a ser relacionado e o fato deve se repetir contra o Criciúma, no Maracanã, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador estará no banco à disposição do técnico Oswaldo de Oliveira na expectativa de ser útil mais uma vez.

– Eu vibrava junto e nesse momento você entende o torcedor. Dentro de campo, é mais fácil de ajudar, pois você tem a oportunidade de fazer alguma coisa. Olhando de fora, consegue ver os jogadores posicionados e torna as coisas mais simples. Dentro, é o contrário, pois só há a visão de momento para decidir uma jogada – disse Lucas.

Apesar de estar completamente recuperado e participando dos treinamentos, Lucas sabe que ainda não tem condições de voltar a ser titular do time nem atuar 90 minutos. Por isso, sequer teve expectativa de iniciar o jogo com o Coritiba, já que Edílson estava suspenso e foi substituído por Gilberto.

– A lesão está curada, mas há uma série de fatores. Não venho atuando com frequência e não dá para entrar em um jogo decisivo. A minha expectativa era voltar a ser relacionado e já está de bom tamanho. Gilberto e Edílson entraram bem e preciso respeitar o momento deles – comentou Lucas.

A lesão aconteceu em julho, depois de uma entrada do meia Zé Roberto, do Grêmio. Na ocasião, chegou-se a cogitar a punição pelo mesmo tempo em que Lucas ficasse parada. O jogador do Botafogo não concordou com a atitude, mas a suspensão acabou não acontecendo.

– Foi um acidente de trabalho. É preciso ver o histórico. Não achei a entrada dele desleal. Não concordaria se fosse punido pelo tempo em que fiquei parado – afirmou Lucas.

Fonte: Globoesporte.com