De uma hora para outra, o jovem Luis Henrique, de apenas 17 anos, deixou o anonimato para se tornar a grande esperança das categorias de base do Botafogo. Em dez partidas pela Copa do Brasil sub-17, o camisa 9 marcou 14 gols, foi o artilheiro do torneio e chamou a atenção de torcedores e das seleções de base.

O desempenho, que culminou no vice-campeonato da Copa do Brasil, fez com que Luis Henrique fosse convocado para um período de treinos e jogos pela seleção brasileira sub-17. Com a camisa amarela, foram quatro gols em cinco jogos, números que reforçaram sua principal característica: marcar gols.

O próximo passo na curta carreira é convencer René Simões de que ele está pronto para o próximo passo. O técnico do profissional já avisou que o jovem terá um período de testes com o elenco. Antes disso, Luis virou “reforço” para a equipe sub-20 no Brasileiro da categoria, e tomou conta da camisa 9. Apesar da voz de garoto, Luis demonstra confiança de gente grande.

— Estou sempre preparado. A oportunidade está aí e não posso desperdiçar. Antes, tenho que ajudar o sub-20. Meu foco está no Brasileiro e depois eu penso no profissional. Mas me preparei muito para ter essa chance — disse o goleador.

O atacante sabe que precisa desenvolver mais características que deem opções aos treinadores. Na seleção, por exemplo, Luis teve liberdade para atuar no ataque, enquanto que no sub-20 alvinegro, ele atuou como homem de referência:

— Um camisa 9 tem de saber jogar de todas as formas possíveis. Sei jogar tanto de costas para o gol quanto caindo pelos lados. O período na seleção foi ótimo, pois ela joga no estilo do sub-17. Fiz quatro gols em cinco jogos e isso foi muito bom. Me movimento muito no ataque, mas não tenho problemas em ficar mais fixo.

Apesar da desenvoltura para dar entrevistas, Luis fala sem jeito da fama repentina. O jogador até brinca que tem sido reconhecido pelos torcedores nas ruas.

— Algumas pessoas já me pararam para tirar foto — disse, aos risos. — Nas redes sociais tem muita gente que comenta. É legal demais ter essa interação com os torcedores.

O assédio, porém, não sobe à cabeça. Morando com a mãe e a irmã, Luis disse que a evolução em sua carreira não chega perto daquilo que ele pretende conquistar.

— Não conquistei nem 10% daquilo que sonhei.

Fonte: Extra Online