Neste domingo foi dado um passo importante para a volta de Luis Ricardo aos jogos. O lateral-direito do Botafogo foi a campo pela primeira vez, em 2017. Acompanhado de três profissionais da comissão técnica, ele fez um trabalho de transição no gramado de General Severiano. Piques curtos, movimentando e equilibrando o corpo após a cirurgia à qual o tornozelo esquerdo dele foi submetido, em setembro último, após fratura.

Era o grande momento de Luis. Reinava nas assistências do Alvinegro – havia concedido duas naquela fatídica partida contra o Grêmio – e acabara de renovar o contrato até dezembro do ano corrente. Alemão lhe substituiu nos últimos meses do ano passado, mas não permaneceu. Jonas, recém-contratado, é quem vai assumindo a posição nos primeiros treinos e deve ser titular nas partidas iniciais. Inclusive contra o Colo Colo, pela Taça Libertadores.

– Estou recuperado, mas início de temporada todos começam zerados e a briga é sadia pela condição de titular. A concorrência será muito boa. Espero que isso aumente cada vez mais o nível de nossa equipe. Vou trabalhar como sempre fiz em minha carreira, respeitando todos – afirmou Luis Ricardo.

Nas últimas semanas do ano passado, o camisa 4 parecia estar num estágio um pouco mais avançado de recuperação do que retornou. Mas não é nada demais. Apenas excesso de precaução, o que nunca é demais. O problema físico fora grave. Neste retorno, ele vinha fazendo atividades nas instalações internas do Botafogo antes de aparecer no gramado.

– Ele tem trabalhado, mas é claro que não está no mesmo nível dos demais – explicou o preparador físico Ednilson Sena, no último sábado. Luis Ricardo ainda não está no mesmo nível dos demais. Ainda. É o que todos esperam.

Bate-bola
1 – Você já conhece seu novo concorrente, o Jonas?
Já vi alguns jogos dele e já joguei contra. É um lateral experiente, equilibrado, que, com certeza, nos ajudará muito. Chega para somar e, num ano com muitas competições difíceis, precisamos de reforços assim.

2 – Diante da concorrência, você se vê atuando no meio-campo, assim como no início do ano passado (em 2016 o Glorioso tinha poucas opções ofensivas)?
Hoje sou lateral-direito. É onde me sinto bem, onde rendo melhor. Mas estou à disposição para ajudar onde for preciso. Quero o melhor para o time, sempre. Se eu ajudar mais no meio, estarei à disposição para atuar nesse setor. Tenho certeza que o professor Jair saberá a melhor alternativa para arrancar o melhor de todos.

3 – Você vivia sua melhor fase individual quando se lesionou? Com que sentimento e que expectativa volta aos gramados?
Acho que era sim, mas é complicado falar. O futebol é muito dinâmico. Estava bem individualmente, foi uma fatalidade, mas o importante foi que o time soube se portar na reta final e alcançar nosso grande objetivo, que era a vaga na Libertadores. A minha expectativa para a volta aos gramados é a melhor possível. Estou muito confiante e, acima de tudo, animado. Se Deus quiser, será um grande ano para todos nós.

Fonte: Terra