Testemunha da confusão que terminou com a prisão de Jobson na madrugada da última sexta-feira em Conceição do Araguaia, cidade natal do jogador, Lourdes, mãe do ex-atacante alvinegro, falou pela primeira vez sobre o incidente. Sem esconder a emoção, ela alegou que o ex-camisa 7 do Botafogo foi vítima de abuso de poder ao ser detido pela polícia militar. Jobson ficou preso por dois dia, sob as acusações de dirigir alcoolizado e desacato a autoridade.

— O que fizeram com o meu filho foi um absurdo. Invadiram a nossa casa colocando a mão na cara dele. Quebraram o nariz dele e o deixaram com diversos hematomas pelo corpo. O Jobson errou ao ter bebido e dirigido, mas nada justifica o que fizeram. Machucaram a minha outra filha e o meu pai, de 76 anos — contou Donas Lourdes, em conversa com o Jogo Extra.

Segundo a mãe de Jobson, o atacante atrai a inveja de alguns moradores da cidade de 55 mil habitantes.

— Chegaram para ele e falaram que ele não vai voltar a jogar futebol, que não será mais rico. Ficamos com medo de incriminarem o meu filho por uso de drogas. Podem fazer qualquer teste nele que não dará em nada — garantiu.

A versão da família dá conta que Jobson foi surpreendido pelos policiais em sua casa, após deixar uma região de Conceição do Araguaia conhecida por seus bares. Com muita truculência, quatro policiais militares levaram Jobson e um de seus amigos chamado Lucas.

Sobre a suspensão de quatro anos imposta pela Fifa a Jobson pela recusa a um exame antidoping, em 2014, Dona Lourdes disse que ela, e o filho, seguem confiantes em seu retorno aos campos:

— Temos a certeza que ele voltará a jogar. Não pensamos em outra coisa que não seja isso. O Jobson só sabe jogar futebol e foi Deus que o colocou nos campos. Se não fosse Deus, o Jobson não seria mais jogador de futebol.

O inquérito será agora entregue ao Ministério Público, que encaminhará denúncia, ou não, à Justiça. Jobson responderá o processo em liberdade após ter pago fiança de dez salários mínimo: R$ 7.880. Para deixar a prisão, a família do jogador teve de reunir suas economias, já que o atacante não possui mais contrato com o Botafogo.

Segundo o delegado Pedro Henrique Cunha Andrade, da Polícia Civil do Pará, os depoimentos feitos pelos policiais militares presentes na autuação alegaram que Jobson fugiu ao ser parado para averiguação.

— De acordo com os policiais militares, o Jobson fugiu ao ser parado para averiguação e tinha sinais embriaguez. Ele realmente chegou à delegacia com algumas escoriações. Estas foram justificadas pelos policiais pela reação do acusado a prisão — explicou o delegado.

Fonte: Extra Online