O Botafogo vive dia de incertezas após ser rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Com contrato se encerrando no fim de semana, o técnico Vagner Mancini ainda não sabe se permanecerá para a próxima temporada. Ele, no entanto, deixa clara a sua vontade: que estar à frente do Alvinegro em 2015. E caso isso ocorra, o treinador apoia a nova diretoria e pede uma reformulação no elenco.

“É natural depois de um ano difícil que tenham mudanças. Até então tinha dito que minha intenção é ficar. Dou total liberdade a eles. São oposição e vão fazer da maneira deles. Estou à disposição para conversar. O presidente me ligou e disse que quero conversar. Não quer dizer que haverá renovação. Nem que não vai. Alguns jogadores se destacaram e outro não. A restruturação deve ocorrer”, disse.

Diante de tantos problemas durante a temporada, Vagner Mancini comemora o fato de Carlos Eduardo Pereira vencido as eleições. Segundo o treinador, se a próxima temporada fosse com a mesma diretoria, o clima ficaria ruim e o trabalho poderia ser prejudicado. Com a renovação, ele pretendi ficar no Botafogo em 2015.

“Se falássemos da mesma diretoria sim. Com diretoria nova, não sei o que eles querem. Difícil falar algo nesse sentido, preciso conversar com eles antes. Tenho dito isso, se vou fazer parte disso, não posso falar ainda. Vou esperar o contato. Estou no meu papel esperando ser chamado. Mas tenho muita coisa para passar se renovarem comigo”.

E o tal desgaste que ocorre com parte dos jogadores foi negado por Mancini. Segundo o treinador, alguns atletas não gostaram de atitudes tomadas, o que é completamente normal no meio do futebol. Além disso, o treinador espera ficar e promover uma verdadeira reformulação no elenco do Botafogo.

“Isso é mentira [desgaste com os atletas]. Vocês que acompanham teria notado isso. Não estaria aqui. Não conseguiria comandar um grupo que não houvesse bom relacionamento. Deve ter um ou outro que não concorde com tudo. São mais 30 pessoas. Só tem vaga para 11. Natural que tenha essa diferença. Uma discussão mais áspera. Sempre houve respeito da minha e da parte deles. Relacionamento estreito. Dificilmente vivemos o que se viveu aqui nesse sentido. Só dessa forma é que tivemos força para lutar. Não alcançamos, mas lutamos. Se houvesse esse desgaste a estrutura teria ruído”, concluiu.

Fonte: UOL