Mauro Cezar: ‘Barroca voltou para botar ordem na casa e tentar garimpar pontos no Botafogo’

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Por FogãoNET

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Eduardo Barroca é apresentado como novo técnico do Botafogo
Divulgação/Botafogo

Botafogo e Vasco entram em campo pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro ocupando a zona de rebaixamento da competição, sendo que o time botafoguense tem pela frente um clássico diante do Flamengo, enquanto vive uma situação inusitada, com o técnico argentino Ramón Díaz demitido sem ter estreado e o substituto Eduardo Barroca sem poder trabalhar diretamente com os atletas após ter testado positivo para a covid-19.

No podcast Posse de Bola #79, Mauro Cezar Pereira analisa a situação dos dois clubes e afirma que a diretoria botafoguense acertou na decisão de buscar Barroca em vez de esperar por Ramón Díaz, considerando a situação na qual o clube se encontra e o que poderia significar um rebaixamento para o Botafogo, assim como para o rival Vasco.

“Algumas pessoas têm criticado a diretoria do Botafogo, que mudou, tem um novo presidente agora, pelo caso do Ramón Díaz, mas acho que ali eles não foram os grandes culpados. Ele foi apresentado, o argentino, deu uma entrevista de apresentação e falou ‘semana que vem eu volto, vou fazer uma pequena intervenção’, no final, a volta dele estava prevista para um mês depois daquela data. O Botafogo não podia esperar mais”, diz Mauro Cezar.

“Botou o filho dele para treinar o time, o Botafogo não contratou o filho do Ramón Díaz, queria o próprio Ramón Díaz. E o Botafogo perdeu os jogos lá com o Emiliano no lugar dele. Os caras olharam e falaram ‘temos que fazer alguma coisa aqui, esse time vai ser rebaixado. Quem tem aí? Vamos chamar o Barroca de novo’. Aí os mesmos caras que mandaram o Barroca embora, já queriam que ele voltasse, e o Barroca voltou para tentar colocar ordem na casa minimamente e ver se o Botafogo consegue garimpar uns pontos”, completa.

Para o jornalista, o rebaixamento do Botafogo pela terceira vez ou do Vasco pela quarta poderiam fazer com os clubes o mesmo efeito que fez com o Torino na Itália, que era um dos gigantes do país e perdeu força, ficando muito abaixo da Juventus, a principal rival em Turim.

O Botafogo e o Vasco se caírem, um dos dois, ou os dois, o negócio vai ficar muito ruim, porque é sempre bom lembrar, a cota de televisão da Série A é uma, a da Série B são uns R$ 6 milhões mais ou menos, R$ 6 milhões dá uma média de R$ 500 mil por mês”, diz Mauro Cezar.

“Nesse período de pandemia e tudo mais, imagina o Botafogo rebaixado, o Vasco pela quarta vez na segunda divisão, e isso pode significar, embora tenham torcidas numerosas, o Vasco é uma torcida que é uma das maiores do Brasil, o Botafogo também tem uma torcida grande, um apequenamento mesmo do clube, já estão em um processo de apequenamento e pode ser um passo perigosíssimo, vou dar um exemplo, é virar um Torino, o Torino era o rival da Juventus e hoje não é mais, só é rival porque é da mesma cidade, mas são times de níveis totalmente diferentes, então o Botafogo e o Vasco podem virar um time assim”, conclui.

Fonte: UOL

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