O Botafogo teve R$ 6,4 milhões dos R$ 15 milhões da venda de Matheus Fernandes ao Palmeiras, em ação de Oswaldo de Oliveira, penhorados pela 14ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região (TRT-1). Este valor, segundo o presidente Nelson Mufarrej, prejudicará bastante o clube neste fim de ano, atrasando o pagamento dos salários atrasados dos funcionários alvinegros. Por conta disto, de acordo com o dirigente durante evento nesta quinta-feira na Federação de Futebol do Rio de Janeiro, o foco principal do Botafogo nos próximos dias será tentar anular esta penhora.

– Próximos dias temos que tentar tirar uma decisão da juíza que penhorou o nosso dinheiro (R$ 6,4 milhões dos R$ 15 milhões pela venda de Matheus Fernandes ao Palmeiras a favor do técnico Oswaldo de Oliveira), e que isto foi um absurdo na minha opinião. Inadmissível, fez com que retardássemos o pagamento dos funcionários referente ao mês de novembro, o que nos trouxe um constrangimento muito grande. Não temos alternativa para este pagamento. O Botafogo hoje tem problema de caixa e isso faz falta. Se tivéssemos, não transformássemos nossos ativos em venda – afirmou.

Entretanto, a missão do Botafogo em mudar brevemente esta decisão não será fácil. Isto por conta de o Judiciário no Rio de Janeiro ter entrado em recesso nesta quinta-feira, com o fim do plantão somente após 6 de janeiro de 2019. Normalmente, quando em regime de plantão, não há decisões desta natureza. O treinador Oswaldo de Oliveira, na última quarta-feira, se manifestou por meio de comunicado sobre a penhora favorável em sua ação:

– Recebi com extrema felicidade a decisão proferida que, na prática, de forma acertada, garante a futura efetividade daquilo que me foi deferido na ação trabalhista promovida contra o Botafogo desde o ano de 2014, para cobrar direitos que deveriam ter sido observados quando da minha passagem pelo clube. A decisão em questão é extremamente técnica e não tem nada de descabida como alegado. Na prática, o Botafogo ofertou a sede de General Severiano para garantir a execução dos meus direitos, mas não concordei com esta indicação pelo bem já estar penhorado em diversos outros processos.

Fonte: Terra