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Niltão lidou com imprevistos e dispustas desde o projeto; Cesar Maia critica prefeito

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Por FogãoNET

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Com um custo total de R$ 400 milhões, a construção do Estádio Nilton Santos, o Engenhão, é marcada por desacertos e disputas entre empreiteiras. Desde o começo das obras, uma série de contratempos causou atrasos e mudanças que tumultuaram a execução do projeto. Entre eles estava uma adutora instalada no meio do que se tornaria o campo do Engenhão. Após uma série de embates e da paralisação das obras, a Cedae, companhia de saneamento do Rio, concordou em mover os tubos.

Ainda no início das obras, o consórcio RDR, formado por Racional, Delta e Recoma, identificou que parte do Museu do Trem estava inserida no terreno do estádio. Como a instituição é tombada, a prefeitura precisou retirar a classificação sobre parte da propriedade para que a obra fosse terminada.

Outro problema no projeto foi a pista de atletismo: o município havia previsto oito raias de corrida, uma a menos do que as nove exigidas pelas normas internacionais. Por isso, foi necessário redimensionar a arquibancada para que a pista fosse construída segundo o padrão olímpico. O vice-presidente da Racional, Marcos Santoro, explica que os sucessivos imprevistos causaram o desequilíbrio financeiro no contrato que levou o consórcio a deixar o projeto.

“Durante a execução das obras, nós tivemos uma série de problemas que foram surgindo ao longo do contrato. A prefeitura com uma série de dificuldades de pagamentos, não cumpriu com o fluxo de caixa previsto em contrato. Uma série de problemas que levaram a extensão do prazo de 20 meses para mais 17 ou 18 meses. Chegou em dezembro de 2006, nosso consórcio e a prefeitura não chegaram a um acordo, o contrato estava em forte desequilíbrio econômico-financeiro”, afirmou o empresário.

As empreiteiras pediram mais de R$ 35 milhões à prefeitura e uma prorrogação do prazo, mas o município não concordou. O consórcio Engenhão, formado por Odebrecht e OAS, foi contratado emergencialmente, por cerca de R$ 60 milhões, para concluir a obra. Inicialmente batizado de Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão foi interditado em 26 de março de 2013 após um estudo da alemã SBP afirmar que a cobertura das arquibancadas poderia cair se enfrentasse ventos de 63 km/h.

Na semana passada, a história do Engenhão ganhou um novo capitúlo: a CBN mostrou o levantamento que considerou desnecessária a obra de reforço de R$ 100 milhões, paga pelo segundo consórcio. De acordo com o novo levantamento, a cobertura não apresentava desgastes e o cálculo alemão usou métodos diferentes dos que foram usados na construção da arena. O ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, que governava o município durante a obra, avalia que o prefeitura deveria ter pedido estudos adicionais antes de decidir pela interdição.

“Acho que o prefeito tinha que ter exigido auditorias adicionais. Ele não podia ter ficado satisfeito apenas com a palavra da Odebrecht e de engenheiros calculistas contratados pelo Maracanã. Ele não podia ter ficado safisfeito com isso. Mas, foi a decisão dele. Deve estar vendo agora que foi um erro delicado e grave”, disse o ex-prefeito.

Os dois consórcios se enfrentam na Justiça por causa da responsabilidade pelas possíveis falhas. A prefeitura e o consórcio Engenhão reiteraram que a decisão de interditar o estádio foi tomada para garantir a segurança da população.

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