Num ano em que o Botafogo precisa de toda a ajuda possível para dar a volta por cima, diretoria e comissão técnica pediram o apoio até de quem tem uma relação nem sempre tranquila com o time: as organizadas. Ontem, um encontro no Engenhão selou a paz entre o Alvinegro e representantes da torcida. A promessa é de apoio irrestrito ao longo do ano. A começar por este sábado, na estreia contra o Boavista, às 17h, em São Januário.

O encontro ocorreu por iniciativa de integrantes da própria diretoria. Participaram dele o vice-presidente de futebol Antônio Carlos Mantuano, o gerente de futebol Antônio Lopes e até o treinador René Simões.

No final do ano passado, com o time mal no Brasileiro, membros de uma organizada invadiram o treino e ameaçaram os jogadores. A discussão quase chegou às vias de fato e a cena tornou inimaginável que o retorno deles ao Engenhão seria a convite da própria diretoria.

Enquanto dos torcedores a promessa foi de apoio, do lado do time as garantias são de luta total para reconduzir o clube à elite. Em General Severiano, ninguém nega que a Série B seja a grande prioridade. Uma Copa do Mundo particular.

— Tenho falado isso muito para os jogadores. Quando uma equipe grande cai, e outros clubes menores vêm nos enfrentar, justificamos a vontade deles dizendo que eles vieram jogar uma Copa do Mundo. Mas se os outros times estão jogando a Copa, o que nós estamos jogando? A Copa do Mundo de nossas vidas — disse René.

Com a pré-temporada mais extensa, não faltou tempo para o treinador preparar a equipe. Ao todo, foram cinco testes para ele encontrar o time titular. Neste primeiro momento, a dificuldade em criar oportunidades e convertê-las em gol surgiu como a maior limitação, trabalhada exaustivamente nos últimos dias.

— Demos uma puxada nas orelhinhas dos meninos. Eles trabalharam muito finalizações ao longo da semana. Contra o Duquecaxiense a bola entrou, embora tenhamos perdido gols que não deveríamos. Fizemos sete, mas poderíamos ter feito mais — completou o técnico.

É atrás que o Alvinegro exibe seu maior trunfo. Seja dentro ou fora das quatro linhas, Jefferson aceitou permanecer no clube e ser o líder do time, totalmente reformulado. O novo Botafogo é o goleiro da seleção brasileira e mais dez.

Fonte: Extra Online