Novo reforço do Botafogo, Gabriel Cortez acabou sendo ofuscado pela contratação de Keisuke Honda. O equatoriano chegou ao Rio de Janeiro no dia 4, quando a torcida já estava vivendo a hype pelo japonês. O equatoriano tem o apelido de ‘Loco’ no Equador e chega ao Alvinegro cercado de expectativas e polêmicas no seu país natal.

A origem da alcunha é incerta, mas existem duas teorias. A primeira é de que quando voltou à sua cidade, Esmeraldas, já estava com certa condição financeira e jogou maços de dinheiros para os moradores. A segunda, porém, dá conta que o apelido foi consequência da sua personalidade forte.

A imprensa local aponta que essas características, inclusive, foi um dos motivos que impediu uma ascensão ainda maior na carreira de Cortez. Segundo jornalistas locais, algumas atitudes impensadas e o gosto pela noite fizeram com que o equatoriano ficasse mais distante dos grandes centros.

Inclusive, o interesse que resultou na contratação de Cortez surpreendeu os equatorianos. Não entenderam como um clube do tamanho do Botafogo decidiu correr tamanho risco com o novo reforço.

Outro fato é a qualidade de Loco Cortez. O apoiador é visto como “um Cazares melhorado” e deixou a diretoria do Botafogo muito animada com as possibilidades. A habilidade e, principalmente, a capacidade de finalização foram características que chamaram e muita atenção.

Cortez pertence ao Guayaquil City-EQU e, se o Botafogo quiser comprar os direitos do jogador, terá que desembolsar US$ 1 milhão (R$ 4,2 milhões na cotação atual). Se ele corresponder, a expectativa é que o Alvinegro já tenha virado empresa e possa fazer o investimento.

O equatoriano, no entanto, terá uma boa concorrência no seu setor. Ele disputará posição com Nazário, Honda e Leandrinho. Dependerá do novo treinador — provavelmente Paulo Autiori —, arrumar um lugar para alguns deles jogarem juntos no time titular.

Fonte: UOL