Oscilação obriga Botafogo a conviver com pressão da torcida e contestações a Gatito

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Não era a reta final de Brasileiro que o Botafogo planejava. Mas as duas derrotas nos últimos três jogos fizeram a pressão aumentar. Como se não bastasse o cansaço, o Alvinegro vive uma situação inédita na temporada: vaias da arquibancada e questionamentos ao até pouco tempo incontestável Gatito. O paraguaio reconheceu a culpa no gol que decretou a derrota para o Atlético-PR, no sábado, no Nilton Santos.

Mas não foi o suficiente para diminuir a decepção dos torcedores, que listam as falhas recentes do goleiro nas redes sociais e pedem uma nova chance a Jefferson. O atual dono da camisa 1 é condenado também pela derrota para o Fluminense, há nove dias, e pelo gol sofrido para o Corinthians, no dia 23. Gatito encontrou defesa justamente em Guilherme, autor do gol do Atlético-PR.

— O mérito também foi da jogada, da conclusão, com campo escorregadio, com chuva… Aí entra esse detalhe de a bola ter escapulido — disse Guilherme: — Para mim, é um dos melhores goleiros do Brasil.

Mas sobraram vaias e gritos de “sem vergonha” para o time. Tanto que o próprio técnico atleticano, Fabiano Soares, admitiu ter usado essa pressão para vencer a partida:

— Acabou a primeira parte, e a torcida insultava os jogadores do Botafogo. Vi que tínhamos que aproveitar o ambiente desfavorável para tentar ganhar o jogo.

O técnico alvinegro, Jair Ventura, que já havia sido chamado de burro contra o Fluminense, minimizou a reação dos torcedores. E garantiu que lida com as vaias com naturalidade:

— Quando se trabalha com time gigante como o Botafogo, se está sempre sobre pressão. Prefiro ser cobrado por classificação à Libertadores do que para sair do rebaixamento.

Fonte: Extra Online

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