Quem acredita sempre alcança. A frase parece clichê, mas representa bem o sentimento de Rodrigo Pimpão. O atacante chegou no meio do ano, vindo dos Emirados Árabes Unidos, ostentando o status de uma das principais contratações do Botafogo para a temporada. Entretanto, uma lesão atrapalhou a vida do jogador e atrasou a readaptação no futebol brasileiro.

Reserva, Rodrigo Pimpão voltou a ser titular, no último domingo (18), contra o Vitória. No vestiário, o atacante soube que iria substituir Neilton, que sentiu desconforto muscular, e foi vetado pelo departamento médico. Autor do gol do triunfo por 1 a 0, Pimpão concedeu entrevista exclusiva ao Esporte Interativo e contou o que passou em sua cabeça ao balançar a rede.

“Passa tudo pela cabeça, né. Todos os momentos difíceis. Foi muito bom. Desde quando voltei tinha essa vontade de querer fazer o gol e ajudar a equipe. Então, quando você faz o gol, você extravasa, fica feliz. O importante de tudo isso não é só a minha felicidade e sim a felicidade de todos do grupo e dos companheiros. O mais importante foi a vitória do grupo”.

Confira abaixo a entrevista completa:

No futebol é assim, para você entrar,o seu amigo, Neilton, teve que sair. Como é esse misto de sentimentos?

Não digo que o Neilton tenha ficado infeliz. Ele foi poupado com dores musculares. Tenho certeza que a felicidade dele tenha sido proporcional a minha. Somos um grupo muito unidos. Somos uma família. Eu tenho que aproveitar a oportunidade que Jair me deu para poder demonstrar o meu futebol e ajudar a equipe.

A torcida alvinegra estava esperando uma atuação convincente do Rodrigo Pimpão. Acha que contra o Vitória tenha sido dessa maneira?

Não acredito que tenha sido a melhor partida, mas venho buscando melhorar e aprimorar dia a dia. Quero ficar como estava quando saí daqui no ano passado. Digamos que eu estava 150%, estava voando. Tenho aí o final desta temporada para evoluir mais ainda.

Esperava ter mais sequência no Botafogo?

A lesão me atrapalhou. A gente sabe que quando a gente vem de fora acaba acontecendo esse desgaste. Acabei perdendo tempo de jogo, massa muscular. Acabei sofrendo por conta desses fatores. Mas no tempo que tive longe dos gramados, os meus companheiros deram conta do recado. Teve o crescimento de vários jogadores do elenco e fico feliz por isso.

Quem te ajudou nesse momento complicado?

Todos ajudam. Não só aqui no clube, como família, esposa e amigos. é importante esse apoio deles. Todos vão ajudar, porque eles querem a minha felicidade. Querem que eu esteja em campo. Ficar de fora é muito difícil. É sempre bom receber apoio das pessoas que, no dia a dia, acabam passando despercebido, como roupeiros e nutricionistas.

Está feliz no Botafogo?

Muito feliz. Quero ficar. Tenho contrato até dezembro de 2017 e se for para ficar até dezembro de 2020, eu estou aí.

Fonte: Esporte Interativo