Mesmo com propostas melhores, Rodrigo Pimpão aceitou o Botafogo. Foi convencido pelo gerente de futebol Antônio Lopes e pelo técnico René Simões. Acreditou no projeto e viu como a chance de buscar a meta pessoal de fazer sucesso em um grande clube brasileiro após passagem discreta pelo Vasco. O primeiro passo começa hoje, na busca pelo título estadual.

Sem nunca ter jogado na Série A — ajudou o Vasco a subir em 2009, mas deixou o clube em 2010 sem disputar o Brasileiro —, Pimpão passou por Paraná, Ponte Preta, América-MG e América-RN , além de clubes de Japão, Coreia do Sul e Irã. Com propostas de equipes da Primeira Divisão depois da boa temporada em 2014, a chance poderia ser neste ano, mas o atacante adiou um pouco o sonho.

“Disputar a Série A é um desejo, mas quero ter sequência em um grande clube e espero que seja pelo Botafogo para me destacar, conquistar títulos e ficar marcado como vários grandes nomes”, afirmou Pimpão, que voltará a ser titular ao lado de Bill.

O reencontro de hoje com o Vasco não é novidade, ao contrário da experiência que pode viver com o Botafogo. Assim como no ex-clube, Pimpão chega a General Severiano num momento de reconstrução da equipe após o rebaixamento à Segundona, com a missão de levar o Glorioso de volta ao seu lugar. Experiente no assunto, o atacante vê semelhanças com a sua passagem em São Januário e também uma diferença essencial: a de brigar pelo título.

“São momentos muito parecidos, dois times em reformulação, com treinador chegando. Quando o grupo está fechado, querendo, começa a pensar grande. Os dois foram assim, só que lá não chegamos à final do Carioca e agora já estamos nela , o que mostra que estamos num momento positivo”, comparou.

BATE-BOLA COM PIMPÃO

1. O que mudou do Pimpão do Vasco, em 2009, para o do Botafogo?

Quando cheguei ao Vasco, tinha 21 anos e só um ano de base. Hoje são três passagens fora do país e por quatro clubes do Brasil. Adquiri experiência para não cometer os erros (técnicos) de antes. Aprendi muito com a minha experiência internacional.

2. Como será reencontrar o clube que o fez ficar conhecido no futebol?

Eu já encarei o Vasco duas vezes, e saí vitorioso (por Paraná e América-RN). Se eu fizer gol, eu vou comemorar, pois hoje eu defendo o Botafogo e tenho um carinho muito grande por todos.

3. Em 2015, você começou como titular, mas uma lesão muscular o tirou do time. Como encara a nova chance?

Tive problemas com lesões e espero que não aconteça mais. Contra o Fluminense, não fiz uma partida perfeita, mas serve como exemplo para melhorar. Tenho que agarrar a chance.

Fonte: O Dia Online