Toda boa história tem diferentes momentos. Não basta que o protagonista vença desenfreadamente, sem enfrentar obstáculos — isso seria sem graça. Sem emoção. E nada que envolva o Botafogo pode ser carente de emoção. A classificação de quinta-feira, com uma rodada de antecedência e sufoco até o fim, teve de sobra. E era o contexto perfeito para o herói, Rodrigo Pimpão: que estava há dois meses sem marcar um gol e contava com a presença de toda a família, que veio ao Rio e acompanhou a partida da tribuna de honra.

Agora ele tem quatro gols na competição — dois deles decisivos durante a pré-Libertadores, um que deu a vitória para o Alvinegro na estreia da fase de grupos, contra o Estudiantes, e o de quinta, que classificou a equipe para as oitavas.

Mais um e ele se iguala aos jogadores que mais marcaram gols na competição na história do Botafogo: Dirceu, e Jairzinho, pai de Jair Ventura, o mentor do craque, quem o orienta nessa boa fase. O recorde é de 1973. Pimpão prefere dividir os méritos:

— Eu não sou decisivo, decisiva é a equipe, o grupo. Entramos em campo com vontade, determinação, marcando na frente, nos superando. E fico feliz de ter ajudado quando o Botafogo precisou. A equipe sempre pode contar comigo — disse Pimpão.

Se marcar mais um, será mais um recorde quebrado pelo time. O Botafogo já ultrapassou a marca de mais partidas jogadas em uma mesma competição (10), pois jogará ao menos doze este ano.

O número de vitórias numa mesma edição também foi igualado ontem: cinco.

Foi quebrado também um longo tabu: 44 anos sem vencer fora do Brasil na Copa Libertadores.

Fonte: Extra Online