A Polícia do Rio encara o episódio que matou um torcedor do Botafogo, cegou um do Flamengo e deixou outros sete feridos como um incidente. Segundo o comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádio (Gepe), o Major Sílvio Luiz, não houve falhas no planejamento para o clássico entre os times. Ele garantiu que a segurança será normal na partida desta quarta entre Botafogo e Olimpia.

— O planejamento do Gepe estava correto, tivemos dificuldades para tirar nossos homens do batalhão e não tinha como prever isso — avaliou o comandante.

Os PMs receberam nesta terça o salário de janeiro e o 13º , mas nem tudo foi quitado. Desde a última sexta, familiares de policiais militares acampam nas portas dos batalhões da corporação para tentar impedir a troca de turnos e saída de viaturas.

Para o confronto entre Botafogo e Olimpia, o Gepe não vai mudar o planejamento. Serão escalados 150 homens para escoltar as torcidas e cuidar da parte interna do jogo. Segundo a PM, o número total de agentes não será divulgado por questões de segurança. O 3º BPM (Méier) reforçará o patrulhamento do lado de fora do Engenhão.

O EXTRA mostrou o número de policiais por torcedor escalados para o clássico do último domingo foi o menor em dois anos. No entanto, a PM disse que se o efetivo tivesse conseguido deixar o batalhão no domingo a segurança teria sido suficiente para o jogo.

O juiz do Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos, Marcello Rubioli, espera a identificação das facções organizadas envolvidas na briga para pedir a suspensão delas nos estádio de todo o país.

Atualmente, nenhuma torcida organizada de Flamengo ou Botafogo está suspensa no Rio. As suspensões impostas terminaram em janeiro.

Fonte: O Globo Online