Nos últimos seis meses, Gatito Fernández viveu um drama pessoal, compartilhado com seus companheiros de clube e com a torcida do Botafogo.

Foi um longo processo de recuperação de lesões. Finalmente, no último domingo, o goleiro retornou aos gramados – e de maneira épica.

Gatito não foi muito exigido ao longo da partida contra o Corinthians e apareceu bem nas situações em que seus serviços foram requisitados. Contudo, o grande ato do dia, veio aos 49 do segundo tempo: um milagre com o joelho direito para evitar o gol de Léo Santos e garantir a vitória Alvinegra.

Após o apito final, o paraguaio largou-se no chão e foi atingido por uma avalanche de jogadores botafoguenses. Depois das celebrações, Flávio Tênius, preparador de goleiros do clube, disse algumas palavras.

“Até falei para ele: “Pô, cara tinha que ser dessa maneira, você pegando uma bola no último minuto e ajudando efetivamente mesmo a equipe”. A gente precisava muito dos três pontos. Ele foi muito bem”, contou ao GloboEsporte.com.

Flávio também comentou sobre o drama vivido pelo goleiro e como isso foi compartilhado com todos os jogadores do elenco.

“Ele é um cara muito querido, todo mundo gosta muito dele. Todo mundo viu a luta dele para resolver o problema e voltar a jogar. Então todo mundo parece que viveu um pouco esse drama com ele. Aí no final acontece isso, e todos comemoraram juntos, e o Saulo também. Nosso ambiente é muito bom. O Jefferson esteve no jogo dando a força dele”.

O jovem Saulo, que teve a difícil tarefa de substituir Jefferson e Gatito, dois ídolos da torcida, também não foi esquecido.

“Fiquei muito feliz pelo Saulo também. Queria até ressaltar isso. Um jovem que tinha mais de dois anos como profissional e apenas dois jogos. Entrou substituindo dois ídolos da torcida num momento em que a equipe oscilava muito, e ele ajudou muito. A gente sabe que é um jovem. Todo mundo erra em alguns lances, mas o Saulo conseguiu segurar a onda e ajudou muito”, afirmou.

Fonte: One Football e Globoesporte.com