Como todo torcedor botafoguense já sabe, toda semana, na Rádio Botafogo Oficial, o presidente do Fogão, Carlos Eduardo Pereira comenta os principais assuntos da semana do nosso Glorioso. No quadro “A VOZ DO PRESIDENTE, desta semana, o mandatário Alvinegro agradeceu aos atletas que tiveram contrato encerrado, falou sobre a renovação de contratos, caso “Arão” e empenho do clube no Ato Trabalhista, destacando a preocupação com a Justiça do Trabalho. Confira na íntegra, tudo que foi dito no FOGO NA REDE.

ATLETAS DISPENSADOS

“Faço um agradecimento aos atletas que tiveram seus contratos encerrados e foram dispensados do Botafogo. Alison, Bazallo, Camacho, Daniel Carvalho, Diego Giaretta, Diego Jardel, Lulinha, Pedro Rosa, Serginho, Thiago Carleto e Tomas Bastos, a estes o agradecimento do clube por todo o empenho, dedicação e profissionalismo que demonstraram ao longo desse ano de trabalho conosco. Tenho certeza que saíram do clube valorizados e seguirão suas carreiras com boas possibilidades de progresso e desenvolvimento”, disse.

RENOVAÇÕES DE CONTRATOS

“Esse é o início formal da recomposição do nosso elenco, com o trabalho voltado para a Série A e o Campeonato Carioca de 2016. O Trabalho de mapeamento está completo e agora se inicia a fase de contratações e renovações de alguns atletas que ainda estão no nosso elenco. Essas renovações não estão fáceis, temos encontrado algumas dificuldades, mas isso é normal e faz parte do futebol, de acomodação, enquanto tanto clube e atletas buscam obter os melhores resultados possíveis”, destacou o presidente.

WILLIAN ARÃO

“Quanto ao caso do Willian Arão, é muito bom esclarecer que, quando no início do ano firmamos contrato com esse atleta, que veio desconhecido,  de clubes sem tanta  projeção quanto o Botafogo, fizemos um contrato apostando e correndo um risco, que o atleta poderia ou não, apresentar uma boa performance. Colocamos, de comum acordo, isso é muito importante, um gatilho e uma opção, para caso o desempenho tivesse sido aprovado, o Botafogo teria a opção de adquirir mais uma parte dos direitos do atleta e prorrogar seu contrato por mais dois anos. Isso foi feito, com o atleta, pai e empresário, e advogado. Poderia ter dado errado, e eu não teria dúvidas, que atleta, pai e advogado, estariam batendo na porta do Botafogo, para exigir que o botafogo cumprisse o que estava previsto. Deu certo, e nesse momento, depois de pagar os R$400 mil previstos no contrato, passa a existir uma multa de R$20 milhões para o atleta deixar o clube, querem ignorar o que foi assinado, sem qualquer justificativa, pois o Botafogo cumpriu rigorosamente com suas obrigações. Tanto nas questões salariais, quanto de depósitos de encargo trabalhistas. É uma postura que considero infeliz, lamentável, nada profissional, que o Botafogo vai lutar na justiça por seus direitos. E se o atleta quiser deixar o clube, não há absolutamente nenhum problema, desde que o Botafogo seja reembolsado e a multa seja paga e negociada com o clube. Simples assim, sem maiores complicações”, explicou.

PREOCUPAÇÃO COM A JUSTIÇA DO TRABALHO

“Gostaria de transmitir pra vocês a minha preocupação, novamente, com a Justiça do Trabalho. Botafogo completa no mês de dezembro, o pagamento, de nada mais nada menos, do que R$13 milhões de ações trabalhistas em atraso. Foi um esforço muito grande, que privou nossa equipe de recursos, que ela poderia ter recebido, e melhorado a qualidade do nosso elenco. Mas fizemos isso em respeito ao Ato Trabalhista, em respeito a um instrumento que considerávamos fundamental, e ainda consideramos. Mas parece que é um caminho de mão única. Só o Botafogo tem a obrigação de cumprir com seus compromissos. O que estamos assistindo, é que basta um juiz de primeira instância ter um entendimento distinto do que está previsto no Ato, para colocar em cheque esse instrumento. Instrumento esse que tem permitido que diversos credores que estavam sem esperança de receber do Botafogo, estarem recebendo seus valores justos. Esses juízes ainda permitem que advogados que pensam apenas nos seus ganhos, avancem e tentem atingir o patrimônio pessoal dessa diretoria, que nada mais tem feito do que se esforçar e cumprir em dia as suas obrigações. Chega a ser injusto, revoltante que tenhamos que conviver com situações como essa. Pretendo ir à Presidência do Tribunal Regional do Trabalho e ter uma conversa, perguntando se o Ato Trabalhista realmente é um instrumento válido e se é esse o caminho que a Justiça do trabalho nos orienta a seguir, para cumprir com nossos objetivos e obrigações, entretanto, sem viver um caminho permanente de sobressaltos e ameaça de inviabilização das receitas do clube”, concluiu Carlos Eduardo Pereira.

Fonte: Globoesporte.com