A detenção do atacante Jobson por dois dias, por dirigir alcoolizado e desacato a autoridade em Conceição do Araguaia, no Pará, gerou posicionamentos distintos entre o seu advogado no caso de suspensão na Fifa e o Botafogo.

Mesmo sem contrato com o clube, a diretoria alvinegra continua a monitorar a situação do jogador e avaliou que a prisão pode ter relação com a punição de quatro anos imposta pela Fifa ao jogador, por se recusar a fazer um exame antidoping, em 2014, quando jogava na Arábia Saudita.

Em um primeiro momento, o Botafogo não deve modificar a postura de apoiar o pleito de Jobson junto a Fifa, e liberar o jogador para voltar a atuar.

Já o defensor de Jobson na Fifa, o advogado Bichara Neto disse que não comentará o caso até que tenha acesso aos detalhes da ocorrência.

— Soubemos apenas do que foi noticiado. Prefiro não opinar — afirmou.

Jobson ficou preso da madrugada de sexta até a tarde de sábado em Conceição do Araguaia, sua cidade natal. Os policiais abordaram o jogador, que resistiu à prisão e foi detido dentro de sua casa. O atacante foi liberado após pagar dois salários mínimos de fiança e responderá ao processo em liberdade.

Essa não é a primeira vez que Jobson foi parar na delegacia. Quando atuou pelo São Caetano, em 2013, foram duas ocorrências na cidade paulista. A primeira, ao ser preso por agredir a ex-mulher, Thayne Bábarara. A segunda veio meses depois, por desacato a autoridade. Esse processo, por sinal, segue aberto após o ex-camisa 7 não comparecer às audiências do processo que aconteceram em março e abril deste ano, no Rio.

Punido pela Fifa em abril, Jobson decidiu voltar a sua cidade natal depois de ser informado de que não poderia nem treinar com o elenco alvinegro. O atacante garantiu que, mesmo punido, manteria a forma física no Pará.

Fonte: Extra Online