Recuo de Seedorf e reação: para Oswaldo, Bota podia vencer

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O Botafogo chegou ao empate em 1 a 1 com o Flamengo, nesta quarta-feira, no Maracanã, pelas quartas de final da Copa do Brasil, pelos pés de Edilson, no segundo tempo. Mas uma mudança tática pesou para o time se reencontrar em campo para achar o caminho do gol e quase virar o marcador. O técnico Oswaldo de Oliveira recuou Seedorf, que passou a atuar quase como um volante, fixou Lodeiro do lado esquerdo e Hyuri do direito. Com isso, aumentou seu poder ofensivo, criou jogadas de ataque e teve chance até de virar o jogo.

No primeiro tempo, Seedorf não havia conseguido desempenhar o papel de maestro do time. Encostado na ponta esquerda, foi facilmente anulado pela marcação do Flamengo. Mais solto, encontrou bons passes e ajudou o time a conseguir o empate.

– Ele não vai ficar o tempo todo jogando mal. Vi o Pelé jogar mal, Rivellino, caras que eram assombrosos. Ele também tem esse direito – comentou o técnico Oswaldo de Oliveira, referindose às últimas atuações do holandês, principalmente contra Cruzeiro e Bahia.

O Botafogo volta suas atenções agora para o Campeonato Brasileiro. O time entra em campo sábado contra a Ponte Preta, no Maracanã.

Confira abaixo a entrevista coletiva de Oswaldo de Oliveira na íntegra depois do jogo com o Flamengo.

Domínio

“Volume, acho que o Botafogo teve mais nos dois tempos. Mas, no primeiro, a estratégia do Flamengo era essa mesmo, principalmente depois que fizeram o gol e criaram boas oportunidades. A iniciativa sempre foi do Botafogo. Pelo que criamos no segundo tempo, o controle que tivemos, se tivesse que haver um vencedor seria o Botafogo”.

Recuperação

“Não diria isso com relação ao jogo com o Cruzeiro. Contra o Bahia, sim, houve uma modificação bem importante do que vinha produzindo. Não conseguiu ser constante, equilibrado o tempo todo. Teve momentos bons, mas não conseguiu com aquela intensidade que sempre faz. Desta vez, vi isso o tempo todo, em que pese que o Flamengo tenha criado mais oportunidades”.

Redistribuição do time

“Em primeiro lugar, nosso time sempre insiste muito em fazer jogadas pelas laterais e esquecemos muito o meio do campo. O Flamengo sempre tinha um número maior de jogadores naquele setor. Por isso, estávamos perdendo o controle da partida, o que caracteriza muito nossa equipe. No segundo tempo, corrigimos isso, insistindo na maioria das jogadas pelos lados, mas sem perder o controle no coração do jogo no centro do gramado”.

Seedorf

“Ele cresceu muito no segundo tempo. No primeiro, teve dificuldade, ficou muito sozinho no meio. No segundo, teve participação destacada e começou a centralizar as jogadas iniciando tudo. Ele foi importante no segundo tempo para o time conseguir o empate e quase a vitória”.

Recuo do holandês

“Nós fizemos isso contra o Cruzeiro. Infelizmente, criamos as oportunidades e não conseguimos fazer. Quando jogarmos contra equipes como o Flamengo estava jogando, é uma alternativa sim. Sem o Renato, ele pode dar essa organização”.

Decisão em um mês

“Muda sim. Seria interessante que fossem jogos seguidos, sem esse espaço, mas já falamos muito sobre a dificuldade de organização do calendário com a inserção da Copa das Confederações. Não tinha muito jeito. Por bem ou por mal, vai ter que ser com esse tempo elástico”.

Poupar ou não poupar

“Se nós repararmos, cada um a seu tempo, nossos jogadores já tiveram esse tipo de instabilidade. Não só no Botafogo, mas em todos  os clubes. Se for poupar por momento de instabilidade, ele nunca vai se recuperar. O problema do Seedorf não é físico, a mesma coisa com o Lodeiro. Às vezes, o cara passa por uma instabilidade. O mais interessante é não poupar ninguém. É dar condição de jogo e quando achar que não está rendendo eu substituo. Nesse momento, apesar de ser o nosso 20º jogo seguido, sem espaço semanal, nossos jogadores estão se recuperando bem. O que estão acumulando de cansaço tem sido digerido. Um ou outro dependendo do jogo acaba perdendo um pouco da performance no seguinte. Aconteceu com Rafael Marques, agora tem acontecido com Seedorf e Lodeiro. Quando avaliar que fisicamente estão sentindo mais, posso estudar que joguem um tempo, colocar na reserva ou preparar para outro jogos. É preciso muita atenção para não perder o fio da meada”.

Nervosismo no primeiro tempo

“Um pouco disso sim. Era uma coisa que eu não conseguia explicar no primeiro tempo. Tinha que ter calma. Com Julio Cesar e outros que vinham perto de mim, falava alguma coisa. Feito isso no intervalo, era previsível que criasse as oportunidades. Criamos, foram claras e não conseguimos fazer o gol. Isso me deixou um pouco nervoso”.

Sem favorito

“Mata-mata tem caracteristicas diferentes realmente, mas em um confronto como Botafogo e Flamengo não tem favoritismo. O Botafogo foi melhor, mas o Flamengo poderia ter vencido se aproveitasse as oportunidades que teve no primeiro tempo. É um jogo de muito peso, responsabilidade, e se perde um pouco a questão do favoritismo”.

Dankler

“Gostei. Ele começou um pouco nervoso, depois se estabilizou, tomou conta, ganhou todas no alto. Para a estreia, nas condições em que aconteceu, foi muito positivo. Me dá confiança para poder contar com ele quando não tiver o Bolívar”.



Fonte: Globoesporte.com
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