Renan Fonseca projeta semi, elogia Emerson e enaltece gestão: ‘O clube é outro’

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Por FogãoNET

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Renan Fonseca chegou ao Botafogo, em 2015, como uma aposta, como o próprio definiu. O começo foi de desconfiança, mas com o passar da temporada e a campanha sólida na Série B fizerem dele um homem de confiança, inclusive do torcedor. Fominha, atuou em todos os jogos da competição e tornou-se um dos grandes símbolos do retorno do Alvinegro à elite do futebol brasileiro.

Em 2016, no entanto, perdeu o posto de titular absoluto e nem sempre esteve em campo, porém continua sendo peça fundamental do elenco de Ricardo Gomes. Dos 16 jogos do ano, ele atuou em nove, sofreu apenas quatro gols e não foi derrotado: oito vitórias e um empate. Inspirado no futebol de Oscar Bernadi e na postura extra-campo de Paulo André e William Machado, ele conta, no bate-papo exclusivo com a equipe do Esporte Interativo, sobre seus planos na carreira, exalta a gestão do clube e projeta o duelo semifinal contra o Fluminense, pelo Campeonato Carioca.

Confira, na íntegra, a entrevista com o zagueiro:

EI: Quem é o Renan Fonseca do Botafogo? O que mudou desde que chegou ao clube de maior projeção na sua carreira?

Renan: É, já tenho quase um ano e meio de Botafogo, eu cheguei como uma aposta em uma reformulação da diretoria, da equipe e, desde então, eu venho crescendo junto com o Botafogo. Em 2016, eu acabei perdendo a posição, não conseguindo manter a sequência que vinha desde o ano passado, mas o Botafogo é uma equipe muito grande, as coisas aqui têm uma repercussão muito grande e eu estou muito feliz no dia a dia, estou aproveitando as coisas da melhor maneira possível, coisa que eu não conseguia fazer antigamente, porque eu jogava direto. Estou treinando bastante a parte física. É aproveitar as oportunidades para deixar o nome marcado na história do clube.

EI: Mas quando esteve em campo, seus números foram incríveis. São nove jogos como titular, apenas quatro gols sofridos e nenhuma derrota…

Renan: Eu sempre tenho que trabalhar para estar à disposição e sempre trabalho para ser titular, para deixar a dúvida na cabeça do treinador. Em um certo momento o Ricardo optou por outra formação e acabei ficando no banco, mas sempre dou meu melhor. Para a semifinal, os quatro zagueiros (além dele, Emerson, Joel Carli e Emerson Silva) vão estar à disposição e isso é bom. O Botafogo tem quatro excelentes zagueiros e quem entrar vai dar conta do recado. Mas eu sempre vou respeitar a decisão dele e continuar trabalhando para estar entre os onze e para estar ajudando de forma mais direta o Botafogo e crescendo na carreira.

EI: E como é o trabalho com o Ricardo Gomes no dia a dia? Que tipo de treinador ele é?

Renan: Pessoa muito simples, muito humildade. Nos deixa bem à vontade, nos passa tranquilidade e cabe a nós, dentro de campo, fazermos o nosso melhor porque fora ele vai estar dando todo o suporte.

EI: Você chegou ao clube em ano de Série B. Como é fazer parte dessa reestruturação? O Botafogo está no caminho certo para voltar a conquistar grandes títulos?

Renan: Quando eu cheguei no Botafogo, o Botafogo era um. Hoje o Botafogo é outro. Quando eu cheguei eu era um Renan, hoje sou outro. Tanto o Botafogo como o Renan, cresceram, evoluíram. Hoje o Botafogo é um clube organizado, tem credibilidade, várias jogadores vem pra cá… É um clube que tem honrado seus compromissos e isso dá uma tranquilidade para os jogadores. Degrau por degrau, o Botafogo, a partir dessa reformulação, está crescendo, evoluindo e eu estou junto neste projeto.

EI: O Botafogo foi dado como o mais frágil dos grandes cariocas no início da temporada, mas tem mostrado organização e apresentado bons resultados. O sonhos são ainda maiores para 2016?

Renan: Pois é. Desde janeiro tinham esses comentários, sempre falavam da fragilidade que o Botafogo tinha, até por vir da Série B, ter perdido peças e não estar repondo à altura. Mas, para nós, quem chegou, quem subiu, mostrou seu valor, conseguimos bons resultados. E agora é focar na semifinal do Carioca, pensar coisas boas e grandes e depois vamos pensar na Série A. Mas agora o momento é o Fluminense, porque uma vitória te leva pro céu e uma derrota te leva para o inferno. Então é continuar dando o nosso melhor para continuar provando que a gente é forte dentro de campo.

EI: Semifinal contra o Fluminense: eles jogam com a vantagem do empate em partida única. Qual o segredo para conseguir a classificação?

Renan: As duas semifinais não têm favorito, tem duas equipes que têm uma pequena vantagem. E o que a gente tem que fazer é o que estamos fazendo até o momento: trabalhar bastante, fazer as coisas com mais perfeição, porque mata-mata é detalhe e temos que estar atentos a esse tipo de situação. Enfim, não podemos mudar nada do que a gente está fazendo, que é jogar de maneira coletiva, uma característica nossa. Só mais concentração e dedicação. O algo a mais vai ser o diferencial.

EI: O Emerson é um jovem zagueiro, que vem se destacando muito. O que tem a falar sobre ele? Apesar de ter 24 anos, você é experiente. Procurar ser um conselheiro para os garotos?

Renan: O Emerson é um garoto excelente, desde o ano passado a gente já via isso. E esse ano ele começou jogando, eu estava junto com ele e a gente conversava muito. Agora, ele acabou se machucando, fez muita falta nos últimos jogos, mas já está se recuperando. A gente está sempre conversando, o nosso grupo é bem jovem e sempre que puder estar ajudando e agregando, eu vou estar fazendo. A garotada tem uma cabeça muito boa aqui, então a gente sempre procura passar alguma coisa. Mas em relação ao Emerson mesmo, é um grande jogador, vem mostrando seu valor e, com certeza, tem um futuro brilhante.

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