No segundo jogo da final do Campeonato Carioca, contra o Vasco, Alberto Valentim foi ao vestiário com uma dor de cabeça: o lateral-esquerdo Moisés havia sentido o tornozelo e teve que interromper a boa sequência justamente no duelo mais importante da temporada. Chamou Gilson, que nunca vinha atuado sob o seu comando, e ele respondeu bem no título heroico.

E não foi só contra o Vasco que Gilson teve atuação positiva. Desde a finalíssima do Estadual, Gilson jogou mais oito vezes e, mesmo contestado por boa parte da torcida, conseguiu ser regular em quase todos os duelos. E mais: marcou um golaço que deu a vitória contra o Grêmio, pela terceira rodada do Brasileiro, já nos minutos finais no Niltão.

Agora mais do que nunca, a posição parece estar bastante acirrada. Isso porque, Moisés já está à disposição após o contratempo, e, inclusive, foi acionado no fim do segundo tempo contra o América-MG, domingo último – porém não evitou o revés por 1 a 0, no Independência.

– Fui muito cobrado pela torcida, mas nunca deixei de me dedicar no dia a dia. Infelizmente, as oportunidades vieram com a lesão do Moisés, mas estava preparado. Estou conseguindo manter uma sequência boa, sempre buscando evoluir. Encaro a cobrança como uma motivação. Tenho que ter cabeça boa e saber que (crítica) faz parte – comentou Gilson ao LANCE, em conversa no início do mês.

Para o próximo jogo, Valentim terá que optar por apenas um dos laterais, que têm bons fatores que pesam para si. No período em que substitui Moisés, Gilson, além do gol contra o Grêmio, deu duas assistências nesse ínterim. Já Moisés vinha sendo titular e rapidamente tornou-se xodó da torcida, que faz coro por seu retorno em definitivo nas redes sociais.

Se Gilson seguirá como titular ou não, só Valentim pode confirmar. O fato é que o Botafogo precisa se recuperar do revés diante do América e, neste domingo, no Nilton Santos, alcançar um bom resultado diante do Vitória, pela sétima rodada do Brasileiro.

Fonte: Terra