A falta de vocação para fazer gols é evidente no Botafogo desde o início da temporada. Mas, no Campeonato Brasileiro, essa dificuldade atingiu seu ápice: com apenas três deles marcados, a equipe tem, de forma isolada, o pior ataque da competição. E, para o técnico Ricardo Gomes, parte fundamental do problema está a um passe dos finalizadores — na armação.

— No Estadual, quando criávamos bastante, já não fazíamos muitos gols. No Brasileiro, diminuímos a criação. O número de gols não poderia melhorar… — refletiu.

A busca por maior produtividade na armação se reflete na indefinição a respeito dos jogadores responsáveis por municiar os homens de frente. Os meias Salgueiro, Gegê e, recentemente, Leandrinho têm se revezado neste papel.

Com dificuldades para chegar ao gol pelo centro, o Alvinegro tem apelado para alternativas que exigem menos articulação, como os cruzamentos e lançamentos. Mas, no Brasileiro, o aproveitamento tem sido baixo também nesses fundamentos. No primeiro, são 25 acertos e 106 erros, o que representa apenas 19% de sucesso. Em lançamentos, a eficiência é um pouco melhor: 36,4% — 87 corretos e 152 errados.

Mas Ricardo Gomes acredita que verá uma evolução já na próxima partida:

— Nesta semana, treinamos muito, o que não podíamos fazer antes. Espero um rendimento bem melhor em criação e, consequentemente, finalização.

Foi a primeira vez, após um mês, que o técnico alvinegro teve uma semana livre para trabalhar.

Contra o Vitória, Ricardo Gomes pode ter o desfalque de um atleta que mal estreou. O volante Dudu Cearense, que fez sua primeira partida contra o Santos, no domingo passado, sofre com desgaste muscular e é dúvida para o confronto deste domingo, às 11h, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

Fonte: Extra Online