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Saem os fundos, entram os clubes de aluguel: brasileiros não ‘temem’ a Fifa

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O início de uma nova era? O anúncio pela Fifa da proibição da participação de fundos, investidores e empresas nos contratos com os jogadores promete revolucionar o futebol brasileiro. A princípio, a sensação que se tem é de que o cenário não é tão caótico quanto soa, por mais que um estudo recente da KPMG tenha mostrado que 80% dos atletas do país são fatiados entre clubes e outras partes.

O motivo apontado por dirigentes, empresários e especialistas no assunto é a possibilidade de se “burlar” a medida.

Não exatamente com uma “novidade”, mas com o tradicional registro de atletas em clubes ligados a agentes que, em seguida, poderiam repassá-los a outras equipes.

“Esse é um dos pontos. Quem faz essas transações está agindo entre aspas de forma legal, não é um terceiro, ele é o próprio time. A Fifa já se manifestou ser contra essas transferências através de pontes, tivemos esses exemplos de punição na Argentina e no Uruguai. Não há nenhuma base estabelecida para essa proibição, pode ser que a Fifa venha a atacar esses clubes, mas depende ainda de como vai ser redigido o regulamento”, explica Eduardo Carlezzo, especialista em direito esportivo internacional, ao ESPN.com.br.

Carlezzo se refere aos casos dos argentinos Instituto Atletico Central Cordoba, Independiente, Rosario Central e Racing, todos eles punidos pela Fifa por negócios “com razões que não carregavam natureza esportiva” com o uruguaio Atletica Sud America.

Ligado ao português Jorge Mendes, considerado o maior agente do mundo, o ex-atacante Luizão acredita que a apostas nesses times acabará sendo um dos caminhos no Brasil.

“De um jeito ou de outro, vão encontrar uma forma de se virarem, podem criar um clube”, sugere o empresário.

No futebol nacional, já existem exemplos de equipes que atuam ligados a empresários, como o Desportivo Brasil-SP, pertencente à Traffic Sports, Coimbra-MG, do banco BMG, e a Tombense-MG, que tem por trás o agente Eduardo Uram.

Procurado pela reportagem, ele argumenta que a sua atuação não se assemelha à de argentinos e uruguaios.

“Esses clubes da Argentina e do Uruguai realizam transações específicas que foram detectadas pela Fifa por não estarem em linha com o que determinada a entidade. Não têm nada a ver (com a Tombense)”, rebate.

Outros cogitam seguir o mesmo caminho: enquanto o fundo DIS, do empresário gaúcho Delcir Sonda, considera a ideia, o agente Wagner Ribeiro mantém desde julho conversas para assumir a gestão do Uberlândia-MG ao lado da NR Sports, empresa de Neymar pai, do cantor Fernando Pires e do grupo AMF Profissionais.

Num primeiro momento, é consenso: de uma forma ou de outra, os times brasileiros sentirão o impacto da nova norma da Fifa – com um período de três ou quarto anos para que o mercado se adapte.

“Foi ruim demais para o mercado sul-americano, que tem uma ligação estreita com esses investidores. O Brasil sempre foi parte relevante nesse processo, acaba ajudando muito a fazer futebol, mas não tem volta. A situação ainda está um pouco obscura. Precisamos tentar entender como tudo vai funcionar, sempre acham uma fórmula para ‘driblar'”, analisa o gerente de futebol do Fluminense, Marcelo Teixeira.

“Acho que vai gerar uma situação difícil inicialmente, mas depois irá fortalecer as equipes. Junto com isso, temos que ver a questão dos empresários, um ponto delicado. Hoje no Brasil, eles têm parte de jogadores e, ao mesmo tempo, negociam seus contratos, coisa que a lei, até por lisura, deveria atingir também”, prossegue o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, que comanda a Comissão de clubes da CBF.

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