Os detalhes revelados ontem sobre o tumor renal do centroavante Roger, do Botafogo, deixaram todos ainda mais otimistas a respeito de sua recuperação — médicos consideram a chance de cura altíssima. Agora, resta saber o tipo de procedimento que ele desejará seguir. Até o momento, não houve definição sobre o tipo de cirurgia ou a data. Isso será determinado pelo jogador em conjunto com sua equipe médica. O departamento médico do Botafogo também acompanha tudo de perto e oferece apoio.

O mais provável é que seja feita uma nefrectomia parcial — em que apenas uma parte do rim é retirada —, pois o tumor tem apenas três centímetros e está no polo inferior, ou seja, longe do centro.

— Classificamos os tumores pelo tamanho: de T1 (menos grave) a T4 (mais grave). Um de três centímetros fica no primeiro estágio — disse Fernando Almeida, urologista do hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

Isso possibilita um procedimento menos invasivo. Para a nefrectomia parcial, existem duas possibilidades mais prováveis: a cirurgia videolaparoscópica e a robótica. Nos dois casos, são feitas apenas pequenas incisões no paciente, sem precisar de abertura. A diferença é que, na videolaparoscópica, o cirurgião está em contato direto com a pinça. Na robótica, o cirurgião comanda o robô, e é este quem está em contato com a pinça.

RETORNO EM JANEIRO

Em qualquer caso, o esperado é que a recuperação seja rápida e sem traumas. Mesmo se o tumor for maligno, em geral o pós-operatório de cirurgias desse tipo, com pacientes em estágio inicial, costuma ser apenas de repouso.

— Procedimentos como quimioterapia ou radioterapia só costumam ser usados em tumores renais quando a situação já é mais avançada. Nesse caso, a cirurgia geralmente é conclusiva — afirmou o dr. Bruno França, especialista em Oncologia Clínica do Centro Oncológico de Niterói .

O provável é que ele possa voltar a jogar normalmente já em janeiro de 2018.

Fonte: Extra Online