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Série B, base, montagem de elenco, torcida e estrutura: leia outras declarações da apresentação de Chamusca no Botafogo

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Série B, base, montagem de elenco, torcida e estrutura: leia outras declarações da apresentação de Chamusca no Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

Em longa entrevista coletiva na sua apresentação oficial no Botafogo, Marcelo Chamusca abordou diversos assuntos. O técnico comentou sobre montagem de elenco, desafio da Série B, estrutura, união com a torcida, Campeonato Carioca e parte financeira do clube.

Leia abaixo declarações de Chamusca:

Como contribuir?

– Acho que posso agregar muito pelo conhecimento que tenho da competição, que é a mais importante para nós. Agregar com o (diretor de futebol Eduardo) Freeland e os departamentos que devem ter participação direta na montagem do elenco. O conhecimento que tenho e os números que já foram falados podem ajudar. É muito importante na Série B ter um elenco equilibrado, competitivo, com boa média de idade e certamente um clube organizado. Foram fatores que pesaram. A Série B tem as suas peculiaridades. Temos que montar uma equipe competitiva e equilibrada que nos leve ao acesso.

Novo elenco

– A ideia já venho conversando desde sexta-feira com o Freeland sobre montagem do elenco. Já até nos antecipamos. Iniciamos esse processo e estamos tratando em relação a permanência de atletas, nomes para contratar, de fato concretização de algumas conversas e contratações que o clube já tinha iniciado… Estamos participando efetivamente desse processos. Por eu ter um bom conhecimento de mercado, esse foi um dos motivos também de a diretoria buscar o meu nome. Iniciei a temporada na Série B e terminei na Série A, então conheço bem a realidade das duas principais divisões. Acompanho também Série C e Série D. Temos condição de participação nessa montagem, para ter bom elenco, competitivo, com reposição e com performance nas fases importantes do jogo.

Base

– A nossa intenção é manter esse olhar e oportunidades a jogadores oriundos da base. Iniciei a minha carreira como treinador de futebol em 1994 no sub-17 do Vitória. Trabalhei por oito anos nas divisões de base. Tenho um bom conhecimento dessa área, conheço essa realidade e tenho esse carinho com os jogadores jovens, além de um olhar sensível. Sempre dei oportunidade e lancei jogadores. Ajudei não só no processo de montagem, mas também no retorno de investimento para o clube, que é importante. Quando falo em equilíbrio, quero jogadores experientes, outros no meio termo com maturidade, em uma idade boa, e jovens que podem criar identidade competitiva. Até porque esses jovens têm uma identidade com o clube e isso é importante. Vamos valorizar sim e procurar oportunizar. Basta o atleta ter talento, compromisso e personalidade para vestir a camisa do Botafogo, que tem peso. Vamos ter olhar diferenciado e manter essa filosofia.

Orçamento

– O desafio é adequar o orçamento do clube a um elenco competitivo, com a contratação de bons jogadores. É uma mescla. Queremos um time bem montado, com boas peças, muito equilibrado em todos os setores, mas dentro da condição que o clube vai nos proporcionar. Tenho certeza que um dos motivos de eu estar aqui hoje no Botafogo é o bom conhecimento de mercado que podemos utilizar para montar bem o elenco dentro da nossa condição. Quando comecei a conversar com o Freeland, uma das motivações de aceitar a proposta, além da grandeza do clube, é o investimento na montagem. Acho que teremos uma boa condição para montar uma boa equipe, o que é primordial no trabalho de qualquer treinador.

Série B do Brasileirão

– A Série B é uma competição muito diferente da Série A, principalmente nas questões de logística e calendário. Tem suas peculiaridades. Temos que estar muito atentos. Pela experiência que tenho, a Série B tem um nível de competitividade muito grande e é sempre muito nivelada. Nosso desafio é montar um elenco qualificado, porque as logísticas são complicadas, você viaja muito e os jogos são muito próximos. A estrutura que o clube oferece será importante na recuperação do atleta e avaliação de fadiga. Todos os setores vão agregar para fazermos uma competição de alto nível.

– Temos a Série B como a nossa principal meta, mas temos etapas até chegar lá. Primeiro, a montagem, contratações e reformulação considerável do elenco. Depois, o Campeonato Carioca batendo na porta. A etapa de construção vai ser muito importante. Com o carro andando, já vamos ter que estabelecer e dar um padrão para a equipe, o que não é anormal no nosso calendário. Quando a gente conseguir montar, vamos começar a colher, a ter performance. Vamos ter que passar por essas etapas, até chegar à fase aguda da Série B. É uma das competições mais difíceis do últimos anos, pelo número de clubes que têm camisa, tradição, nome, história, estrutura, investimento. São seis campeões brasileiros na competição. Isso é uma demonstração do quanto vai ser difícil. Temos que acertar o tiro na nossa montagem, com um olhar muito apurado. E precisamos utilizar muito bem o nosso tempo para construir essa mecânica. Depois, junto com os atletas, a diretoria e a torcida principalmente, vamos nos unir em prol do nosso objetivo. É uma situação que aconteceu em todos clubes em que tive êxito, a união de todas essas partes importantes, principalmente com a energia e a participação do torcedor, se associando, ajudando, fazendo o possível. Queremos montar a melhor equipe e entregar o máximo possível.

Confiança

– Precisamos otimizar o máximo possível, principalmente em relação à questão financeira. Precisamos ser certeiros nas contratações. A análise de mercado é permanente. Estamos começando agora, mas vamos continuar analisando porque temos período a construir até começar a Série B. Me sinto muito bem adaptado. O investimento que o Botafogo vai fazer na temporada é muito parecido ao investimento que conseguimos o acesso no Ceará e no Cuiabá. Estou bem adaptado a esse tipo de situação.

Montagem do time

– Falo muito a palavra equilíbrio. As boas equipes são bem equilibradas. Temos alguns atletas que serão remanescentes no elenco, experientes e jovens, e vamos contratar outros. Dentro dessa mescla, vamos pensar as fases do jogo. Precisamos de característica de transição, porque determinados adversários vão propor. Temos que estar treinados para jogar em contra-ataque, haverá jogos em que teremos que ser protagonistas, haverá jogos em que teremos que sofrer. Eu treino tudo isso com os jogadores, fase ofensiva e defensiva, transições. Assim como bola parada. E vamos usar jogo a jogo de acordo com o adversário, com a atmosfera, nossa condição e as características de quem vamos enfrentar.

Reestruturação do Botafogo

– Quando fui procurado pelo Freeland e pela diretoria, pelo presidente, foi me apresentado um projeto de reestruturação em todos os departamentos do clube. Um dos motivos de aceitar o convite foi essa reestruturação e esse projeto apresentado. Venho com uma tranquilidade absurda sobre as condições que teremos para trabalhar e à nova formatação que o clube quer.

– O que me motivou foi o projeto do clube e o momento que o clube está vivendo. Não costumo levar muito em consideração determinadas estatísticas, porque analiso o que o clube vai me oferecer, a condição de montagem, o funcionamento do dia a dia e a seriedade das pessoas que estão envolvidas no projeto. É isso que foi analisado quando ouvi o contato do Botafogo. Estou muito satisfeito com o que encontrei no clube, a estrutura, o compromisso das pessoas e a seriedade do projeto. Tenho certeza que vamos fazer uma grande parceria.

Campeonato Carioca

– Minha expectativa é extremamente positiva. Vou ter uma grande oportunidade. É uma competição que eu sempre tive muita vontade de participar. O Campeonato Carioca sempre foi muito charmoso. Na nossa região, no Nordeste, sou de Salvador mas já trabalhei em muitos estados, olhamos sempre de forma diferenciada para o Carioca. Estou extremamente motivado porque estou inserido nesse contexto e vou ter oportunidade de colocar meu nome na história dessa competição. Minha expectativa é fazer um grande Estadual e deixar imagem positiva para o torcedor, para fortalecer nossa confiança. É um orgulho, uma oportunidade grande e vou encarar com muita disposição e seriedade.

Estrutura

– Um dos motivos que me fez aceitar o convite é que o Botafogo tem uma estrutura adequada. Todos os departamentos funcionam muito bem. Já conheci praticamente tudo e vi que temos condições de realizar o trabalho. Mas existe uma mobilização interna nesse momento para que essa estrutura seja melhorada em vários setores. E é um dos fatores que me motivou. Nos clubes em que passei, consegui deixar algum legado estrutural e de mentalidade. Espero que no Botafogo não seja diferente. Tenho visto durante o dia que passei aqui a intenção do presidente e de toda a diretoria de melhorar tudo o que já funciona aqui. Temos condições de realizar um bom trabalho com o que temos aqui no Botafogo, mas sempre precisamos evoluir. Juntando as forças, podemos fazer um grande trabalho.

Desafio

– O tamanho do desafio é imenso e a visibilidade é proporcional. O que me seduziu foi esse momento de reestruturação. Estou chegando em um momento importante do clube, onde temos condição de agregar nesse momento. Queremos fazer uma grande temporada para o Botafogo voltar a vencer e dar alegrias ao torcedor. Esse é o objetivo principal do futebol.

Fonte: Redação FogãoNET e Botafogo TV

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