Desde agosto de 2009 que o Botafogo não tinha problemas com goleiro, data na qual o clube anunciou o retorno de Jefferson, após passagem pelo futebol turco. Desde então, o camisa 1 aumentou a sua idolatria, ganhou títulos, chegou à seleção brasileira, tendo disputado a Copa do Mundo de 2014. Entretanto, em maio deste ano, o ídolo da torcida alvinegra sofreu grave lesão no ombro, teve que passar por cirurgia, ficando três meses fora de combate.

Neste meio tempo, a direção botafoguense viu a necessidade da chegada de um novo arqueiro, uma vez que só Helton Leite tem um pouco mais de experiência. Destaque no Campeonato Paulista, sendo vice-campeão com o Audax, Sidão, de 33 anos, foi contratado, sob desconfiança da torcida.

Após partidas no banco de reservas, Sidão ocupou a vaga de titular e não saiu mais. Em papo exclusivo com o Esporte Interativo, o atual camisa 1 comentou a mudança na carreira em tão pouco tempo.

“Foi a realização de um sonho vestir a camisa de um grande clube, ainda mais o Botafogo. Estou me adaptando aos poucos a essa mudança. O que aconteceu com o Audax-SP deu uma projeção muito grande para a minha pessoa, mas vestir a camisa do Botafogo é totalmente diferente do que eu havia projetado para depois do Paulista. É muito gratificante vestir essa camisa”.

O goleiro chegou e assumiu a condição de titular, feito que Sidão afirmou que não tinha sido prometido no momento da contratação.

“Quando eu vim, não disseram que ia ser titular. Por conta da ausência do Jefferson, eu vinha mais para compor elenco, por conta dos outros goleiros serem muito novos. Mas na minha cabeça eu vim encarando como a chance da minha vida e é dessa forma que estou trabalhando no Botafogo. É a chance da minha vida, a oportunidade veio e eu, graças a Deus, estou conseguindo permanecer como titular”.

No Alvinegro, Sidão tem a convivência com Jefferson, ídolo da torcida botafoguense. O experiente goleiro se mostrou tranquilo com a concorrência pesada, mas quer continuar aproveitando a oportunidade enquanto Jefferson está fora de combate.

“Eu ainda não tive tanto contato com ele. Ele vem fazendo um trabalho a parte e está treinando em um horário diferente do nosso. Quando a gente chega, ele já está indo embora. É um cara que eu admiro muito, que assisto vídeo na internet, estou ansioso para trabalhar com ele. Quando ele voltar, deixo nas mãos de Deus. Sei o quanto ele representa para o Botafogo, mas estou tranquilo. A minha preocupação é aproveitar a oportunidade que estou tendo hoje e ajudar o Botafogo”.

Confira o bate papo na íntegra:

Esporte Interativo: Qual a sua inspiração no mundo do futebol?

Sidão: “Eu acompanhei várias gerações. Peguei o final do Taffarel na Copa do Mundo de 1994, Zetti, o Marcos que fez coisas absurdas, que conquistou todos os brasileiros. Eu costumo admirar os goleiros que estão em evidência para absorver o que posso para poder praticar igual”.

EI: Qual a projeção para o restante da carreira?

Sidão: “O que eu estou projetando é exatamente isso. O Botafogo abriu as portas para mim, quando ninguém quis apostar em um goleiro que surgiu de repente no Audax-SP. Estou aqui por empréstimo até dezembro e minha projeção é permanecer no Botafogo, atuando na elite do futebol”.

EI: Problemas no sistema defensivo nas partidas contra Internacional e Atlético-MG

Sidão: “A gente acabou sendo cobrado após o jogo contra o Figueirense, em casa. Tivemos inúmeras oportunidades, a bola não entrou e tivemos muitas cobranças. A cobrança veio forte, principalmente, para os nossos atacantes. Nesses dois jogos, a gente conseguiu fazer números de gols largos, mas contra o Inter, fomos bem. Porém, aquele gol no começo contra o Atlético-MG, fez a gente mudar nosso estilo de jogo. Contra o Inter, saímos na frente, ficamos atrás e nos contra-ataques conseguimos ampliar. Contra o Atlético-MG, a gente saiu perdendo de 1 a 0, tivemos que nos atirar mais no jogo, eles saíram no contra-ataque e conseguiram fazer com que nossos erros, se tornassem em gols deles”.

EI: Duelo contra o Coritiba.

Sidão: “O mais importante é pontuar. Não podemos bater lá e voltar sem pontuar. Esses últimos três jogos que nós fizemos, a gente conseguiu seis pontos, sendo dois jogos fora de casa. Se a gente conseguir manter isso contra o Coritiba, que é um confronto direto, na parte de baixo, então a gente precisa ganhar, até para projetar outras coisas no Brasileiro, olhando para a parte de cima e não de baixo”.

Fonte: Esporte Interativo