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‘Toca’, ‘vira’, ‘ladrão’: a busca de Honda para aprender português e se aproximar do Botafogo

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‘Toca’, ‘vira’, ‘ladrão’: a busca de Honda para aprender português e se aproximar do Botafogo
Twitter/Honda

O tocantinense Jean Abreu era recém-chegado ao Rio de Janeiro depois de uma temporada nos Estados Unidos. Graduado em Negócios Internacionais na Universidade de Bridgeport, em Connecticut, procurava uma oportunidade de trabalho. No passar de dedos pela tela do celular viu uma mensagem no Twitter do japonês Honda, também recém-chegado à Cidade Maravilhosa. O camisa 4 do Botafogo buscava um professor de português com fluência em inglês, indicando um e-mail para contato. Jean enviou seu currículo e seu perfil de rede social. Dias depois recebeu um contato em seu Instagram. Era Honda.

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“Fiquei sem reação. Mas aí comecei a conversar e fiquei mais tranquilo. Ele foi muito educado e é de uma simplicidade incrível”, contou Jean Abreu ao ESPN.com.br.

Depois de um papo no WhatsApp, a parceria se formou. Primeiro foi necessário um teste. Jean permaneceria por uns dias com o japonês para saber se a comunicação teria fluidez. O método de trabalho foi conversar com Honda durante os deslocamentos, de cerca de uma hora, na ida e volta para os treinamentos no Estádio Nilton Santos. Embora não tenha formação acadêmica em pedagogia, depois de seis anos nos Estados Unidos o tocantinense possui um inglês fluente para se comunicar com a grande contratação do Botafogo em 2020.

O forte interesse pela língua portuguesa tem um motivo: Honda deseja fazer uma imersão completa no ambiente alvinegro. Compreender seus companheiros e profissionais do dia a dia do clube dentro e fora de campo, conhecer suas histórias. Por isso, ele se esforça diariamente. Desejo compartilhado por seus amigos, como o personal trainer Taichi Oshita. Em meio ao isolamento social forçado pela pandemia do coronavírus, as aulas ocorrem por meio de farta troca de mensagens. Mas sem horário agendado. Honda, com negócios extracampo, está sempre ocupado mesmo com a bola parada.

“Ele não fica parado nunca. A gente aproveita sempre o tempo disponível. Ele força muito para aprender. Eles trocam às vezes um pouco o R pelo L, mas só isso. A ideia é se comunicar com fãs, jogadores, quer ter uma aproximação para conhecer eles, não só falar dentro de campo. Isso faz uma diferença”, diz Jean.

O falar dentro de campo, aliás, é obviamente fundamental para o japonês. Honda pediu dicas sobre expressões utilizadas pelos jogadores em partidas, uma maneira mais ágil de se entender com o time além da linguagem universal da bola nos pés. Caso alguém grite “ladrão!”, Honda já sabe que tem um marcador no seu encalço. E colecionou outros termos para usar no gramado.

“Passei todas para ele. Já o vi utilizando ‘ladrão’ dentro do campo e também ‘toca’, ‘tá só’, ‘vira’. Ele vai pegar bem rápido, já tem base de espanhol e italiano e isso ajuda muito”, afirma Jean Abreu.

Se Honda será fluente em português é difícil dizer. Jean acredita que será um longo caminho, apesar da boa compreensão inicial. A curiosidade passa por um pagode cantado no vestiário botafoguense que é rapidamente repetido dentro do carro até o significado das placas de trânsito no Rio de Janeiro, nas aulas do trajeto de casa até o local de treinamento. Nas redes sociais, o Camisa 4 já passou a arriscar mensagens em português direcionada aos botafoguenses. Até mesmo se manifestou sobre o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, um objetivo traçado.

“Ele acha português mais difícil do que inglês. Mas está empolgado, gosta muito do jeito brasileiro. E ficou impressionado com a festa da torcida, disse que nunca viu nada igual”, completa Jean.

O jeito simples do japonês impressionou o tocantinense. Com peso de estrela, Honda cativa e mostra gratidão a quem o ajuda. Fez questão de postar em seu Twitter uma foto com o convidado Jean em uma partida no Nilton Santos pelo Campeonato Carioca. Um jeitinho japonês para provar que “obrigado” já está incorporado ao seu vocabulário.

Fonte: ESPN Brasil

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