O Botafogo fez quatro jogos desde o retorno do Campeonato Brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo da Rússia, mas são três derrotas e apenas uma vitória. O último revés veio no domingo (29), quando a equipe levou 3 a 0 fora de casa do Internacional, no Beira-Rio.

Se agora são três pontos somados em 12 possíveis, antes do Mundial a situação era inversa. Nas quatro partidas pelo Brasileirão antes da parada para a Copa, o Botafogo ficou invicto com duas vitórias, dois empates e oito pontos na conta.

Mas qual a explicação? São dois os principais motivos para a oscilação. O primeiro é a troca de técnico. Antes da Copa, Alberto Valentim era o comandante da equipe, mas aceitou proposta do Pyramids FC, da Arábia Saudita, e deixou o clube em junho.

O substituto escolhido pela diretoria foi Marcos Paquetá, que acabou anunciado dias depois. Porém, desde que assumiu a equipe, ele ainda não conseguiu dar sua cara ao time, sofreu com lesões e com uma “sequência pesada” nos últimos jogos. E este último fator resulta no segundo motivo.

Antes da Copa, o Botafogo se manteve invicto contra equipes que estavam na parte de baixo de tabela na época e bateu Vasco e Atlético-PR e empatou com Ceará e Bahia. Depois, os rivais pós-Copa figuram na metade de cima da classificação: Inter, Flamengo e Corinthians, exceção feita à Chapecoense, que também ocupa as últimas posições. O clube alvinegro só conseguiu vencer os catarinenses.

“Tivemos uma sequência de jogos pesados, vamos dizer assim. A troca de cinco jogadores foi fundamental, temos alguns em recuperação, outros sem jogar há muito tempo voltando. Era importante dar uma refrescada na equipe para fazer essa sequência”, disse Paquetá. Com 20 pontos, a equipe dele aparece na parte intermediária da tabela.

Agora, o treinador já se prepara para mais um duelo complicado, desta vez pela Copa Sul-Americana. Na próxima quarta-feira (1º), o Botafogo visita o Nacional-PAR pelo jogo de ida da segunda fase da competição.

Fonte: UOL