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Túlio Lustosa aponta erros do Comitê no Botafogo: ‘Tomou decisão pautado em rede social’

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Túlio Lustosa - Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

Ex-gerente de futebol do Botafogo, Túlio Lustosa apontou erros do antigo Comitê Executivo de Futebol, que foram determinantes no rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Entre as falhas, o ex-jogador citou ausência de executivo, troca de técnicos, montagem do elenco e decisões baseadas nas redes sociais.

Para Túlio Lustosa, o Comitê “permitiu” que os jogadores tivessem uma desculpa para a queda.

– Aconteceu de tirar a responsabilidade do atleta e dar uma desculpa pronta, como a constante troca de treinador. Vários comandos foram colocados. E, quando ainda faltavam 18 partidas, os atletas já estavam com desculpa pronta para o rebaixamento. Que o comitê de futebol errou, tomou decisões que eles não estavam de acordo. Demos a muleta para eles. O rebaixamento não foi com quatro rodadas de antecedência, foi com 20. Eu nunca vi isso – criticou Túlio Lustosa ao site “GE”.

Não é falta de compromisso de atleta, nada disso, mas caiu uma depressão coletiva que eu nunca vi na minha carreira. Tentamos de tudo, de palestra motivacional a concentração, mobilização. Mas não tivemos resposta nenhuma – lamentou.

Leia outros pontos da entrevista:

Ausência de executivo

– Eu imaginava dificuldades, mas vi questões básicas. Não tinha a figura do executivo, então não tinha uma pessoa responsável nem pela inscrição de atletas, de determinar. Quando eu cheguei, tinham 38 jogadores inscritos, mas seis trocas, por exemplo. Nem esgotaram o limite de inscrição, mas fizeram trocas por atletas que saíram. Não é o correto e limitou o nosso trabalho. Até isso, que é bem básico, não foi feito. Quando pensei na contratação de alguns atletas, me deparei com isso.

Formação do elenco

Nem vou entrar no mérito da qualidade do elenco. O que mais me deixou abismado foi a falta de critério para a formação do elenco. O plantel tem que ser formado levando em conta alguns critérios, entre eles a experiência dos jogadores. Não chegou um atleta com liderança dentro de campo, um capitão que comandasse. Alguns assumiram esse papel durante o campeonato, mas não foi o ideal. Várias reuniões que a gente fazia, parecia muito mais uma palestra, porque não tinha o feedback dos atletas, não sabíamos o que eles estavam pensando.

Demissão de Bruno Lazaroni

– Eu fui totalmente contra, porque o Bruno fazia parte do trabalho desde o início do ano. Quando o Paulo Autuori saiu do clube, ele sabia qual era a ideia para aquele elenco. O comitê foi determinante, tomaram a decisão pautado em rede social. Houve uma mobilização, não posso dizer que da torcida do Botafogo, mas de parte, que perturba o dirigente, invade o celular com ameaças, pichação em muro de dirigente… Quem não está preparado, vai ceder a essa pressão.

Quero ver se alguém que foi favorável à demissão do Bruno vai se pronunciar, dizer que errou. Ninguém. Quem é o culpado é quem tomou a decisão de tirar o Bruno, tem que carregar essa culpa. Quando a gente cede a pressão de rede social, mostra que não tem um planejamento definido e convicção no que está fazendo. Para montar um elenco e contratar um treinador, precisa de convicção, de metas. Não pode se perder pelas primeiras críticas.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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