Uma das principais conquistas no trabalho de Jair Ventura no Botafogo até aqui foi ter transformado um elenco enxuto no papel em um grupo com várias opções. O meio-campo é o exemplo mais claro desse “milagre da multiplicação”. Mesmo com a saída de Montillo, que se lesionou e decidiu se aposentar, o técnico conseguiu, com um improviso aqui e outro acolá, montar uma “meiuca” de respeito. Bom para o Alvinegro, ruim para um atleta que, no momento, perde espaço: Camilo.

O clássico de quarta-feira, contra o Fluminense, mostrou isso. Sem Bruno Silva, machucado, Jair optou por João Paulo na direita e Marcos Vinícius no meio, como o camisa 10. A escolha surpreendeu porque o recém-chegado não tinha jogado como titular e ainda precisa aprimorar a forma física — tanto que saiu cansado aos 16 do segundo tempo. Foi substituído justamento por Camilo, que não aproveitou bem a chance.

Os principais “culpados” pela perda de espaço de Camilo — além de seu próprio desempenho abaixo do esperado — são Matheus Fernandes e João Paulo. Se Camilo fosse titular, um dos dois poderia atuar como terceiro homem no meio, com o outro na reserva. Mas, como ambos estão bem, o técnico opta por escalá-los juntos, com João Paulo adiantado.

A chegada do chileno Leo Valencia, meia que também joga para frente, deve dificultar ainda mais a vida de Camilo. O jogador, contratado ano passado da Chapecoense, tem vínculo até maio de 2018 e negocia a renovação.

Fonte: Extra Online