Com passagens por Palmeiras e Botafogo, o técnico Alberto Valentim rumou para sua primeira experiência internacional. Após trocar a equipe carioca pelo Pyramids FC, do Egito, ele explica os motivos que lhe fizeram optar por assumir uma equipe egípcia.

Um dos treinadores da nova geração do futebol brasileiro, Alberto Valentim dirigia o Botafogo desde o primeiro semestre. Sua filosofia moderna de trabalho e seu estilo de jogo chamaram a atenção do clube do Egito, que busca a construção de um time quase do zero, após troca de comando.

Recentemente, o Pyramids FC foi adquirido pelo presidente da Autoridade Esportiva Geral e do Comitê Olímpico da Arábia Saudita, Turki Al-Sheikh. Anteriormente, a equipe se chamava Al Assiouty Sport. Além de ter passado por uma mudança de nome, o clube também possui grandes projetos em vista, como brigar por títulos no país e na Ásia, para ganhar a oportunidade de disputar o Mundial.

“O lado financeiro com certeza. Seria muito mentiroso se falasse diferente. Mas tem outra coisa por trás… Eles querem formar um time novo, querem amanhã disputar coisas grandes e isso também me atrai. Cairo é uma cidade muito legal… Isso pesou. A instabilidade no Brasil a gente sabe que acontece”, disse Valentim, ao GloboEsporte.com.

Mesmo com apenas quatro meses de Botafogo, Valentim afirma que vestiu a camisa do clube alvinegro em cada treino e em cada jogo.

“Talvez o torcedor não saiba, mas vivi o Botafogo intensamente. Se você pegar um pouco dos jogos, como eu me comportava, nos treinos… Eu vestia a camisa de verdade. Não foi uma coisa para agradar na minha apresentação. Fiz de verdade para se transformar na prática… No período, quase entrei em campo, dividi com jogador… mas foi tudo em prol dos jogadores. Falei isso na minha despedida. Pensei no Botafogo, deixando alguns no banco, uns não conseguiram jogar, mas era tudo em prol do Botafogo. Saí de cabeça erguida e com a certeza que me doei ao máximo. Uma das minhas diversões era sair para tomar um chopp com o pessoal da comissão e eu só falava de Botafogo… não tirava o Botafogo da cabeça”, disse.

Valentim também explicou como aconteceu a negociação.

“Conversei com algumas pessoas próximas, pessoas que também me ajudariam em uma decisão. Mas foi muito rápido. Soube três dias antes do jogo contra o Atletico-PR (13 de junho). Sabia dos números, mas não queria falar. Falei com o Anderson (Barros, gerente de futebol) e meu empresário que não falaria até o jogo terminar. (…) Depois tive uma conversa com dirigentes e alguns jogadores. Falando da proposta. Fui para Moscou, porque o árabe (Turki Al Sheikh, dono do clube) queria me conhecer… Fiquei oito dias em Moscou acertando algumas coisas e deu tudo certo. Minha família também ajudou. Sou muito novo e ainda vou voltar a trabalhar no Brasil”, revelou.

Além de Alberto Valentim, o Pyramids FC também contratou quatro jogadores brasileiros: Keno (ex-Palmeiras), Carlos Eduardo (ex-Goiás), Ribamar (ex-Atlético/PR) e Arthur Caíke (ex-Chapecoense).

Fonte: Torcedores.com e Globoesporte.cm