Titular absoluto do meio de campo do Botafogo, o volante Airton vem dando a volta por cima na carreira e com a camisa alvinegra. Em entrevista exclusiva aos canais Esporte Interativo, o cão de guarda do técnico Ricardo Gomes falou sobre diversos pontos, inclusive sobre ser violento e rebaixamento.

Integrante do elenco rebaixado em 2014, Airton era um dos atletas mais questionados pela torcida, uma vez que tinha no seu passado uma passagem vitoriosa pelo Flamengo. O jogador mostrou dentro de campo que não existia o porquê das incertezas.

“A torcida pegava no meu pé, porque falavam que eu era flamenguista, mas na verdade sou botafoguense. Aquele ano foi muito difícil. Estávamos na Libertadores, que não foi boa, acabamos sendo rebaixados, mas agora, com a nova presidência, se Deus quiser, vamos levar o Botafogo para onde deve estar”.

Com a mudança de postura, Airton ganhou destaque no elenco do Botafogo e é um dos jogadores mais queridos pela torcida na atual temporada. O jogador afirmou que está feliz desempenhando seu papel dentro de campo e mira crescida no Brasileirão.

“Eu estou muito feliz de poder desempenhar meu papel de volante e também podendo ajudar na frente. O professor Ricardo é uma pessoal que conversa muito comigo, dá vários conselhos, tem uma grande parcela nessa minha mudança. Estou muito feliz em poder dar a volta por cima esse ano e espero poder cada dia mais melhorar meu desempenho, junto com meus companheiros para podermos dar uma crescida neste Brasileiro, que é muito importante”.

Confira toda a conversa com o volante alvinegro:

Poucas atuações em 2015.

Nenhum jogador gosta de ficar de fora. Ainda mais eu, que fiquei bastante tempo sem jogar. Mas eu agradeço bastante o apoio do Cacá (Azeredo, vice-presidente) que lutou pela minha permanência, mas graças a Deus em 2016 a gente está podendo dar a volta por cima e junto com meus companheiros fazendo um bom ano.

Sobre seguidas lesões.

Eu estava vindo de uma sequência do Carioca e como ano passado eu quase não joguei, isso interfere muito. O corpo do jogador está acostumado, mas esse ano pude jogar bastante jogos, tive que passar por uma cirurgia, na qual tirou a minha sequência, e agora estou recuperado da minha lesão.

Sobre mudança de postura dentro de campo.

Chega um momento da vida que a gente tem que parar para refletir. Graças a Deus com o apoio da minha família e dos meus companheiros, estou podendo dar a volta por cima e vi que não precisava recorrer a certo tipos de lances. O professor Ricardo conversou comigo, que eu tenho qualidade e tem me orientado muito. Graças a Deus estamos podendo fazer um 2016 diferente e apagar essa imagem que acabou ficando. Eu não sou violento e tenho futebol para poder jogar.

Sobre possível rebaixamento do Botafogo.

Claro que não! A gente sabe do nosso potencial. No Carioca ninguém acreditava na gente, chegamos às finais, jogamos de igual para igual com o Vasco, podendo até ser campeão. A gente sabe do nosso potencial, sabemos que o Brasileiro é um campeonato muito difícil, mas com certeza a gente vai dar uma levantada e pegar uma sequência boa, para gente poder dar uma respirada e pensar mais a frente.

Fonte: Esporte Interativo