Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade.

Jogos

Carioca

17/04/21 às 16:00 - Maracanã

Escudo Fluminense
FLU

X

Escudo Botafogo
BOT

Copa do Brasil

14/04/21 às 21:30 - Frasqueirão

Escudo ABC
ABC

X

Escudo Botafogo
BOT

Campeonato Carioca

10/04/21 às 21:05 - Raulino de Oliveira

Escudo Volta Redonda
VRE

2

X

2

Escudo Botafogo
BOT

Gottardo relembra dificuldades no Botafogo no título em 95 e afirma: ‘O que fiz pelo clube ninguém fez’

0 comentários

Compartilhe

Wilson Gottardo foi capitão do Botafogo em 1995
Reprodução/YouTube

Treinos atrás do gol no Caio Martins, vaquinhas e idas ao Ceasa para montar cestas básicas para funcionários, café da manhã montado pelos próprios jogadores… Wilson Gottardo, capitão do Botafogo campeão brasileiro em 1995, recordou as diversas dificuldades que aquela equipe passou em entrevista nesta terça-feira ao canal do jornalista Fabiano Bandeira no Youtube.

Máscaras do FogãoNET para torcedores do FogãoNET durante a quarentena da pandemia do novo coronavírus (COVID-19)

Não é novidade que o Botafogo daquela época, assim como hoje, passa por sérias dificuldades financeiras. Mas, devido à falta de estrutura física, a situação dos anos 90 parecia realmente ainda mais complicada do que é hoje. A ponto de, antes de estrear no Brasileirão, o time que seria campeão só conseguia treinar atrás das balizas do Estádio Caio Martins.

– Nós fomos para o primeiro jogo, contra o Vitória, em Salvador, treinando atrás do gol do Caio Martins, porque o campo estava interditado. Nós nos unimos dentro de campo, porque fora de campo não tinha nada. Tínhamos uma diretoria apaixonada, mas sem dinheiro, e tínhamos um grupo muito bom, no qual um ajudava aos outros, fazíamos nós mesmos nosso café da manhã no vestiário – relembrou Gottardo, falando da ajuda aos funcionários:

– Até hoje tenho amizade com o pessoal do Ceasa, as frutas a gente ganhava… Agradeço muito ao Grupo Benassi, que os legumes, eu e Sérgio Manoel montávamos os sacos de cesta básica e dávamos para os funcionários. Eles não tinham o que comer, era três, quatro meses de salário atrasado. Era tudo feito com muito amor. E valia a pena entrar na zona de sacrifício para ajudar esse pessoal. Com os prêmios (bichos), o Gonzaga (roupeiro) conseguiu comprar uma casa para a família dele em São Gonçalo.

‘Nosso foco era aumentar a dívida com o Botafogo’

Wilson Gottardo contou também que ele e Sérgio Manoel fizeram uma vaquinha para ajudar uma pessoa que sofria de uma grave doença, após fazerem uma visita. Puxada por Montenegro, a vaquinha rendeu R$ 25 mil e o objetivo foi alcançado. Aliás, Carlos Augusto Montenegro, presidente na ocasião, era quem mais ouvia as reclamações dos atletas sobre os constantes atrasos salariais.

– Ficávamos em cima do Montenegro, eu, Gonçalves, Wagner, Sergio Manoel… Eu saí do Botafogo sem receber os últimos quatro meses, entre outras coisas. Nosso foco era aumentar a dívida: já que não tinha como receber, se largássemos iríamos perder o ano, se chegássemos na final iríamos aumentar a dívida. Melhor ter a receber alguma coisa do que perder o ano, o que seria irrecuperável – frisou.

Além do título de 95, Wilson Gottardo também foi bicampeão carioca pelo Botafogo em 1989 e 1990 e da Taça Teresa Herrera em 1996, entre outras conquistas. Ele atuou no Glorioso de 1987 a 1990 e de 1994 a 1996 – com uma pausa no início de 95 para atuar pelo São Paulo. E não quis saber de falsa modéstia:

– O que fiz pelo clube ninguém fez, dos anos 80 para cá. E acho que ninguém vai fazer.

Confira a íntegra do bate-papo com Wilson Gottardo:

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do Fabiano Bandeira

Comentários