Sem grandes ambições na última rodada do Campeonato Brasileiro, na qual enfrenta o Atlético-MG neste sábado, o Botafogo já se permite planejar 2019. E um tema em discussão os reforços. O técnico Zé Ricardo revelou ao “Lance!” que a prioridade está em contratações para o setor ofensivo, além de um goleiro.

– Certamente sim (se já indicou nomes). Estamos focando no ataque, já que tem a indefinição da permanência do Erik, que, certamente, foi uma belíssima tacada de aproveitar um jogador que não vinha sendo utilizado. Juntou com o desejo extremo extremo dele de jogar e é importante sentir isso do atleta. A permanência ainda é plausível, mas difícil porque envolve outros clubes e a questão financeira que tem uma limitação. Se não pudermos contar com ele, precisamos atacar mais ainda nestas posições. A gente precisa ainda de um meia, de um homem de ligação e, com a aposentadoria do Jefferson, vamos buscar mais um para a posição. Tem Copa América e Gatito deve ser convocado – comentou.

O treinador do Botafogo falou também sobre suas opções atuais e explicou que a preferência é por trazer extremos.

– O Aguirre tem contrato até o meio do ano, o Brenner vai depender da operação com o Internacional e o Kieza fica até o fim do ano que vem. A princípio, são nossos atletas. Está subindo um menino que me chama muito a atenção: o Igor Cássio. Precisamos trabalhá-lo, tem um potencial técnico muito bom, precisamos trabalhar o lado físico. Temos as peças. Nos preocupamos mais com os lados de campo. O Luiz (Fernando) tem uma característica de meio interessante também, o Pimpão, o Erik e Ezequiel são jogadores mais de lado de campo. Talvez mais um ou dois jogadores que possam atacar e cair mais pelo meio, e um mais de velocidade sejam importantes, por entendermos que são atletas muito cobrados fisicamente. Temos que ter boas opções – afirmou.

Outro aspecto levado em consideração por Zé Ricardo é a parte física. Assim, ele pede reforços “com saúde” para se encaixarem em seu estilo de jogo.

– Nossa equipe é eminentemente jovem e queremos dar continuidade a isso. Ter uma equipe com saúde porque a maneira como entendo e gostaria de ver o Botafogo jogando é intensa, participativa e, para isso, precisamos de atletas com saúde. Logicamente, a condição técnica que se encaixe no nosso jogo sempre vem à frente. Mas, efetivamente, jogadores inteligentes. Para mim, são as três características do jogador moderno: que tenha técnica, seja inteligente e que tenha saúde. Saúde num contexto geral, que não tenha passado por lesões graves, que tenha condições de aguentar uma temporada tão difícil e estreito novamente pela Copa América. Porque senão o clube acaba tendo relação custo-benefício muito aquém do esperado. Lógico que contusões acontecem, mas temos que tentar minimizá-las tendo uma equipe com muita saúde, vibração. Esse é o perfil dos jogadores que queremos – concluiu.

Fonte: Redação FogãoNET e Lance!