R$ 60 milhões? Mazzuco explica estratégia nas contratações e afirma: ‘O que o Botafogo investiu talvez não chegue a ⅓ desse valor’

93 comentários

Por FogãoNET

Compartilhe

R$ 60 milhões? Mazzuco explica estratégia nas contratações e afirma: ‘O que o Botafogo investiu talvez não chegue a ⅓ desse valor’
Vitor Silva/Botafogo

Nas primeiras semanas de gestão John Textor, o Botafogo foi com força ao mercado, contratou 12 jogadores e gastou cerca de R$ 60 milhões. Mas será que foi isso tudo mesmo? Em entrevista ao podcast “GE Botafogo”, André Mazzuco, diretor-executivo de futebol do clube, explicou que não é bem assim.

– Vimos matérias circulando dizendo que o Botafogo investiu R$ 60 milhões. Temos uma estratégia de negociação. Se você pegar o valor total das operações, talvez seja esse valor mesmo, mas o que o Botafogo investiu talvez não chegue a um terço desse valor. Em alguns movimentos de mercado você acaba descapitalizando o valor inicial e o restante do valor você paga ao longo do processo – explicou Mazzuco.

Para exemplificar o raciocínio, o dirigente citou o caso Patrick de Paula, contratação mais cara da história do Botafogo – cerca de R$ 33 milhões. A ideia seria valorizar o volante e negociá-lo a médio prazo – nesse caso, o Glorioso não precisaria pagar as parcelas restantes e poderia repassar parte da transferência para o Palmeiras.

– O Patrick é um grande ativo, de alto custo, mas o projeto é desenvolvê-lo dentro do clube, é um menino que tem scout do mundo inteiro, de repente fazer um processo na próxima temporada ou na outra antes mesmo de pagar ele. Isso acontece com a grande maioria dos atletas. Não desembolsamos esse valor todo. A estratégia é valorar o atleta no início, aproveitar o atleta tecnicamente, vai ter um luco na operação e ao mesmo tempo não precisa desembolsar tudo aquilo – continuou Mazzuco, completando:

Eu te garanto que o que gastamos não chegou a um terço do valor especulado. Em três anos pode chegar a isso, mas até lá temos movimentações para acontecer.

Folha salarial Top 3?

Numa de suas entrevistas, John Textor revelou que a intenção era o Botafogo, no futuro, ter uma das três maiores folhas salariais do futebol brasileiro. Segundo Mazzuco, necessariamente não é preciso tanto para ter êxito.

– A ambição do clube e do John não passa só pelo âmbito financeiro. Falamos do financeiro porque os times que vão chegar lá são os maiores investimentos. Eu te garanto que ainda estamos longe, e isso significa que ainda temos lastros para percorrer. Não significa que a gente precisa ser o Top 3. O Bragantino tem uma folha alta, não é Top 3, mas é uma equipe eficiente, com um treinador a longo prazo, um perfil de atleta traçado, já conseguiram criar uma identidade. Nossa ideia também é termos a nossa própria identidade – reforçou Mazzuco.

Fonte: Redação FogãoNET e podcast GE Botafogo

Notícias relacionadas