Acionista do Botafogo, John Textor deve comprar partes de Lyon e Porto e revela planos para seu grupo de clubes

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Por FogãoNET

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Acionista do Botafogo, John Textor deve comprar partes de Lyon e Porto e revela planos para seu grupo de clubes
Vitor Silva/Botafogo

Dono de 90% da SAF do Botafogo, John Textor está próximo de aumentar seu rol de clubes. Além de 40% do Crystal Palace e de ser acionista majoritário do RWD Molenbeek, da Bélgica, o empresário americano espera concluir nos próximos meses a compra de parte do Porto, de Portugal e do Lyon, da França, dos quais se tornaria sócio minoritário, revela o site “Off The Pitch”.

A reportagem, assinada pelo jornalista Rodrigo Capelo, conversou com John Textor e trouxe detalhes do que o empresário deseja com seu grupo multiclube – a Eagle Football. A intenção é não ser um grupo pirâmide, como é o City Football Group, por exemplo, mas que todos sejam referências em seus países e regiões para ajudar no projeto de criar uma rede mundial de identificação de talentos.

Para isso, John Textor tem a ideia, inclusive, de levar os jogadores de um clube para o outro para aumentar o valor de mercado de cada um deles.

– Os jogadores estão presos em diferentes partes do mundo e não podem se mover com fluidez pelo sistema. É um modelo multiclube que está identificando talentos em diferentes partes do mundo, o que não é efetivamente parte do mundo do futebol. E há um grande valor para as empresas que as ajudam a fazer isso, não apenas economicamente, mas o valor que você tem para as pessoas que você ajuda, fazendo isso. E foi isso que me trouxe aqui hoje – explica Textor.

Na reportagem, o empresário americano voltou a defender o argumento de que os clubes estão “subvalorizados” do ponto de vista econômico e, citando exemplos da tecnologia, acredita que os times de futebol podem gerar ainda mais receita – e é por isso que ele entrou nesse mercado.

– Acho que não se trata de atingir essas pessoas com marketing de uma maneira realmente agressiva, bombardeando-as com e-mails e vendendo produtos, mas engajando-se com elas da maneira que elas gostam, o que você pode fazer em aplicativos de consumo voltados para a tecnologia. Acho que cada clube é mais valioso do que seu modelo de negócios atual – disse.

– Os clubes de futebol ganham dinheiro com televisão, ingressos e merchandising, enquanto um aplicativo de consumo de tecnologia tem 10 milhões de downloads e provavelmente vale metade do valor do Manchester United – exemplifica.

Fonte: Redação FogãoNET e Off The Pitch

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