Representante do Botafogo na Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Danilo viveu uma situação conturbada recentemente, ao pedir para não enfrentar o Corinthians, evitando completar 13 jogos no Campeonato Brasileiro. Ex-diretor de gestão esportiva, Alessandro Brito contou o projeto do clube com o meio-campista.
Segundo Brito, não houve afastamento. Ele preferiu exaltar como o Botafogo conseguiu recuperar o jogador.
Leia abaixo as declarações de Alessandro Brito:
– O Danilo é mais um dos cases legais de tudo que a gente vivenciou dentro do clube. Um jogador que sai do Palmeiras, vai para o Nottingham Forest, tem uma ótima performance e sofre uma lesão séria. No último dia de janela do meio do ano de 2025, a gente consegue trazer ele. E a gente sabia do risco que existia, ele não estava conseguindo retornar à sua melhor versão.
– A gente senta com o estafe dele, com o Danilo, na época o treinador era o Davide Ancelotti, e a gente monta um projeto para ele. Eu nunca esqueço o que a gente falou na reunião, era realmente resgatar ele e, quem sabe, ele ir para uma Copa do Mundo. Esse era um dos nossos desejos.
– Temos um 2025 em que ele jogava alguns jogos, sentia um desconforto, e a gente foi resgatando e dando essa condição clínica e física para o atleta. Quando vira o ano para 2026, o Martín Anselmi senta com o Danilo e a gente para fazer um projeto ambicioso. Ele fala: “Danilo, vou te ajudar e te preparar para você estar na Copa do Mundo”. Com essas palavras. Como clube, a gente queria isso. O Danilo vira a chave e começa a ser o jogador que a gente sempre esperava e em quem a gente depositava as fichas.
– Só que chega perto da convocação para a Copa do Mundo, faltavam duas semanas, e a gente é surpreendido. O Danilo estava no hotel, ele chama o Franclim e fala abertamente que tem o sonho de jogar a Copa do Mundo, que está muito próximo disso, e que ele tem medo de se lesionar.
– Ele falou: “Estou com medo de jogar, estou com medo de ir a campo e ficar fora do meu sonho”. Atrelado a isso, claro que tinha a situação dos jogos, 11, 12 jogos do Campeonato Brasileiro. Ele foi muito sincero com esse desejo de ir para a Copa do Mundo.
– Nós, como clube, temos que tomar algumas ações e deixamos ele treinando em separado, condicionando ele para ir para a Copa do Mundo. Não é que ele foi afastado ou que teve atrito, foi simplesmente respeitar o atleta e não deixar de ter o respeito e carinho pelo clube, torcedores e profissionais que ali estão. E o objetivo foi alcançado. O projeto deu muito certo. Claro que a gente queria contar com ele naqueles 15 dias, mas temos que entender que ele é um ser humano, uma pessoa que passou por um momento difícil.