Auxiliar de Luís Castro revela surpresa positiva com elenco do Botafogo e detalha busca por identidade: ‘Não queremos uma equipe reativa’

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Por FogãoNET

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Auxiliar de Luís Castro revela surpresa positiva com elenco do Botafogo e detalha busca por identidade: ‘Não queremos uma equipe reativa’
Vitor Silva/Botafogo

Auxiliar-técnico de Luís Castro, Vítor Severino concedeu uma longa entrevista ao “Lance!”, publicada nesta semana, e falou sobre a “busca por uma identidade” na equipe alvinegra – ou, como John Textor gosta de chamar, o “Botafogo Way“. De acordo com o português, o principal desafio é sempre buscar espaços para construir as jogadas, e o desejo não é ser uma equipe que atue somente nos contra-ataques, como já tem ficado claro nos primeiros jogos sob o comando da nova comissão técnica.

O mais importante é aquilo que vamos construir ao longo prazo, que é a equipe ter uma identidade. Quando a equipe tem identidade ela tem valores, assim como nós. É esperado que você reaja de uma forma a uma provocação e eu de outro jeito, tudo vai da personalidade. No futebol é exatamente o mesmo. Não queremos nunca uma equipe reativa, isso não existe. Não preparamos a equipe para reagir ao Flamengo, ao Ceilândia… Preparamos a equipe, estamos nesse caminho, ainda não chegamos lá, é óbvio. É a construção de uma identidade e a equipe vai dar respostas. Ela será diferente contra o Flamengo do que contra o Ceilândia. A resposta contra um bloco alto é diferente contra um bloco que não pressiona. Quem vê de fora pode pensar que estamos nos adaptando ao Flamengo, mas há vida do outro lado. É importante a nossa equipe manter a nossa identidade, esse estilo de jogo associativo e os princípios macros do jogo ofensivo – afirmou Vítor.

Se a equipe tem espaço, ataque-o. Se a equipe não tem espaço, crie. Se consegue criar uma situação de gol com um passe, vai. Se precisar de 47 passes, faça 47. Isso parece simples, mas é muito difícil entender o timing para atacar a profundidade e a memória circular para desmontar o bloco do adversário. A nossa forma de jogar as pessoas têm tendência a dizer que é o estilo de posse de bola, eu não concordo nada com isso. A posse de bola é uma consequência, não um objetivo. É a consequência de jogar apoiado e ter prioridades. Nada contra quem joga mais direto. O equilíbrio de jogar curto e longo é algo a ser trabalhado. Jogar curto promove atração e mais espaços, e o jogo longo em demasia promove erros. Queremos uma equipe com identidade própria e que possa responder a modelos de jogo do outro lado, nunca que possa responder a A ou a B. Esse processo demora tempo. É preciso fazer os jogadores se apaixonarem por isso, mas já vi sinais muito positivos – completou.

Vítor Severino contou que se surpreendeu com o comprometimento demonstrado pelos jogadores no dia-a-dia e elogiou o ganho estrutural do clube nestas primeiras semanas de trabalho, mesmo com o Botafogo ainda buscando um CT.

Eu elogio o profissionalismo de todos. A vontade de comprar a nossa ideia de jogo em todos os treinos, isso surpreendeu no lado positivo. Não é que não achasse que eles não fariam isso, mas superou as expectativas. Temos um grupo que trabalha muito forte. Os dados de GPS da análise só reforçam isso. Elogio muito essa vontade. A estrutura também está crescendo, estamos em uma fase de construção de infraestrutura e sinto que sou mais um nessa família. Chego no local de trabalho e está tudo pronto, só tenho que me preocupar em ir para o campo – disse.

‘Amor está de todo o lado’

O auxiliar de Luís Castro falou também sobre a emoção na vitória sobre o Flamengo, em Brasília, há cerca de duas semanas. Ativo nas redes sociais, Vítor Severino demonstrou ótimo conhecimento da história do Botafogo e costuma interagir de forma divertida com os torcedores alvinegros.

– Acho que consegue imaginar o que senti quando te disse que sou um apaixonado pelo futebol que chegou ao nível profissional. Sou aquele menino que no Natal pedia uma camisa de futebol, que ficava na porta de hotéis esperando o jogador de qualquer time passar. Saber que existem pessoas do outro lado que torcem e que ganhar o Flamengo é algo importante é uma emoção enorme. Me vejo muito do outro lado. O jogo teve momentos bons e não tão bons, mas todo torcedor quer celebrar uma vitória, não é analisar taticamente. Foi uma emoção enorme. A torcida do Botafogo é gigante e apaixonada e sei que há uma onda de entusiasmo, alguns me dizem quando chegamos nas concentrações que os momentos do passado não foram tão bons e nós estarmos presentes agora é motivo de recuperar a autoestima. Isso é fantástico. O amor está de todo o lado, ninguém cria uma torcida desse tamanho de um dia para o outro – afirmou Severino.

Fonte: Redação FogãoNET e Lance!

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