Botafogo reúne diversas categorias e Luís Castro prega mentalidade vencedora: ‘Quero deixar marca que vai muito além dos resultados’

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Por FogãoNET

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Botafogo reúne diversas categorias e Luís Castro prega mentalidade vencedora: ‘Quero deixar marca que vai muito além dos resultados’
Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo reuniu na manhã desta segunda-feira, no CT Lonier, treinadores de diversas categorias no treino do elenco profissional. A medida foi de integração com a base e construção de um modelo de jogo forte e vencedor. Um dos principais responsáveis pelo projeto, Luís Castro deu entrevista coletiva e explicou os planos.

– Há muitas coisas que se passam nas instituições, estão no dia a dia, que não estão aos olhos, não são tão visíveis como um jogo da rodada, a preparação, as entrevistas. Mas há muito trabalho invisível nos clubes. É a eles que me refiro. Os treinadores estão aqui porque quando falei com John Textor pela primeira vez o projeto era com intenção de criar metodologia e ela estar de forma transversal a todas as equipes, falou de centro de treinamento, falou da construção de uma organização nova, de uma equipe a nível de elenco para ser forte no futuro e conquistar coisas para o nosso Glorioso. Temos falado muito entre os treinadores, a instalar uma nova organização, trabalhado muito a esse nível. Juntamente com organização e treinadores, queremos dar os passos necessários para o Botafogo ser cada vez mais forte. Hoje tenho apresentação com eles de algumas coisas que acho importantes para cada dia de treino, para cada momento de exercício e o que será a formação do Botafogo. Algo que construí em outros clubes e quero deixar essa marca no Botafogo, que vai muito além dos resultados – declarou Luís Castro.

O treinador acredita no seu estilo de jogo.

Quero uma equipe dominadora. Nós tentamos controlar os jogos dentro e fora de casa, é uma forma de pensar que está na nossa cabeça, quero que se estenda à formação. Mesmo não conseguindo controlar às vezes e atingir as metas que queremos, temos sempre que tentar na vida atingir. É o que quero na base. Uma equipe controladora, que ponha muitas unidades nas zonas de finalização e que não perca seu equilíbrio, consiga montar triângulos na direita, triângulos na esquerda, variabilidade de jogo, ganhar a primeira e segunda bolas, partir para cima no ataque, perfurar as últimas linhas defensivas e quebrar linhas com muita profundidade e com menos profundidade. Que seja uma equipe que consiga em cada momento do jogo perceber o que cada jogador tem que fazer em campo – detalhou Castro, que se vê perto desse modelo no profissional.

– Já falamos várias vezes sobre isso, encontramos a equipe na segunda janela de transferências, montamos outra equipe. Tivemos três equipes ao longo do ano. O último jogo retrata bem isso. Tivemos um jogador dessa primeira equipe, quatro jogadores da primeira janela e seis jogadores da segunda janela. Essa união foi construída ao longo do tempo. Foi difícil, foi, mas está quase. Vai dar – aposta.

Luís Castro defende a construção de uma mentalidade vencedora do profissional à base no Botafogo.

– Essa mentalidade vencedora constrói-se de diariamente passar a mensagem. Muitas vezes somos contagiados por gente a nossa volta que é derrotista, que acha que não é possível. Há um momento marcante na minha vida de treinador, ou melhor, dois. Um no Shakhtar e outro no Botafogo. Esses dois momentos me dizem que sempre é possível ter mentalidade vencedora e sucesso. Com sete jogadores do 11 titular do Shakhtar tendo ficado fora da equipe na semana do jogo com o Real Madrid na Champions, quando todos à nossa volta diziam que seríamos esmagados, nós entendemos que estávamos em condições de vencer o jogo. Para surpresa de todo o mundo do futebol, no intervalo vencíamos por 3 a 0. Eu disse que o jogo não estava ganho, mas não podíamos perder. Vencemos por 3 a 2. Mesmo na dificuldade, com espírito vencedor, ganhamos o jogo. Todos nós percebemos que mesmo na dificuldade conseguimos ganhar com espírito vencedor. Outra mostra é o o jogo com o Internacional. Todos achavam que com 2 a 0 contra e um jogador a menos, era impossível fazer alguma coisa. Com mentalidade vencedora e espírito de conquista fomos capazes. Assim como após quatro derrotas diziam que era impossível voltarmos a vencer e a ter um caminho de mais tranquilidade. O certo é que começamos o caminho e hoje temos duas derrotas em nove rodadas. São fatos. Conseguimos com mentalidade vencedora. É o que quero no Botafogo e em todas as equipes de base – completou.

Fonte: Redação FogãoNET

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