O Botafogo chegou a afastar temporariamente Bruninho Samudio no sub-17, já o reintegrou e tem um trabalho especial com o goleiro. Não apenas com ele. Há uma atenção com a formação de diversos atletas, por questões pessoais. Em entrevista ao podcast “Resenha com TF“, o ex-diretor de gestão esportiva Alessandro Brito contou como funciona.
– Sobre o Bruno, existe sim um trabalho que o clube tem feito para ele. O processo de formação, principalmente do Botafogo, ele está em desenvolvimento ainda. O Bruninho, até quem trouxe, quem realmente fez acontecer a vinda dele foi o Léo (Coelho). O Léo já o conhecia lá do Athletico-PR. O Léo que acho que aprovou e levou ele para lá. E depois que a avó do Bruno informou o Léo que ele teve os problemas que teve no Athletico, o Léo falou, “não, pode vir que aqui a gente consegue dar esse apoio para vocês”.
– Então o Léo conhece bem a avó, conhece bem o atleta, tem essa relação próxima com ele. Mas o Bruno, existe sim um trabalho que o clube tem feito para ele, justamente para apoiar toda essa história que todo mundo sabe. É um peso que ele, não sei se é um peso, é uma história que ele carrega – explicou.
– Assim como o Augusto (Oliveira), que está na categoria de base hoje, sempre nos passava vários relatos que talvez, não é que sejam piores, mas talvez sejam do mesmo nível, só que não ganharam a mesma repercussão. E o Augusto, ele sempre fala, “cara, a gente tem muitos problemas aqui e a gente tenta resolver da mesma maneira que a gente atende o Bruno, tem outros que a gente também tem que atender”. Então é um trabalho social, que é isso que a gente falou, de ser criança, desenvolver o ser humano, para depois futuramente ser um atleta de futebol dentro do Botafogo. É um trabalho árduo, mas quando chega é legal de ver o resultado – acrescentou.
Bruninho Samudio tem 16 anos de idade e é considerado um goleiro promissor no Botafogo.