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Chapa Verde protocola protesto à direção da sessão ordinária do Conselho Deliberativo do Botafogo

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Por FogãoNET

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General Severiano, sede social do Botafogo de Futebol e Regatas
Vítor Silva/SSPress/Botafogo

Nesta quinta-feira, a Chapa Verde protocolou um protesto à direção da Sessão Ordinária do Conselho Deliberativo do Botafogo, ocorrida na última segunda-feira. Dentre as justificativas dos Conselheiros da chapa, estão citadas: a forma com que transcorreu esta Sessão Ordinária; e também o fato de, segundo o documento, não ter sido cedida a palavra a Conselheiros da Chapa Verde que a solicitaram para tratar dos itens em pauta. O documento foi assinado pelos conselheiros Walmer Machado, Bruno Herrlein e Carlos Alberto Lancetta.

Inicialmente, o documento destaca que a forma com que se desdobrou a Sessão Ordinária, ocorrida na última segunda-feira “vulnera termos basilares”, isto é, fere termos básicos, do Regimento Interno do Conselho do Botafogo. A Chapa Verde alega que o que se viu na Sessão foi “apenas a admissão seletiva de palavra” por parte do presidente do Conselho Mauro Sodré.

Como exemplo, a Chapa Verde afirma que “pode ser ouvir reiteradamente” o Conselheiro e ex-presidente do clube Carlos Eduardo Pereira, em “detrimento” da voz de outros Conselheiros.

Dessa forma, a Chapa Verde alega que, por ferir o artigo 13 e as alíneas “b” e “i” do artigo 22 do Regimento Interno do Conselho Deliberativo do Botafogo, registrou-se protesto. A Chapa também pediu para que as próximas Sessões do Conselho sejam adequadas ao formato e ao procedimento “estabelecido em Regimento Interno” para assegurar “representatividade e respeito aos princípios democráticos”.

O documento segue e com base no item VI do artigo 13 do Regimento Interno do Conselho, que afirma que “o Conselheiro poderá fazer uso da palavra (…) para justificação de voto, após o encerramento da votação”, a Chapa registrou a Justificação de Voto.

A votação ocorreu por um site, através de um sistema eletrônico. Por isso, a Chapa desataca que não foi possível fazer a justificativa de forma individualizada. Dessa forma, o documento foi protocolado também para que a torcida entendesse o voto dos Conselheiros da Chapa Verde.

“Importa registrar que as referidas justificativas convergem ao pensamento coletivo dos membros da Chapa Verde, para contribuição na modernização, na profissionalização e na melhor representatividade na gestão do BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS”, diz um trecho do documento.

REORGANIZAÇÃO DA VICE-PRESIDÊNCIA

Os conselheiros da Chapa Verde votaram não para a reorganização das vice-presidências. O grupo acredita que a supressão de algumas VPs não traz “nenhum benefício necessário” ao Botafogo, uma vez que o cargo não é remunerado.

A Chapa justifica também que a supressão das vice-presidências e também a acumulação de cargos só serviria para “consolidar poder político na figura dos principais gestores, atentando contra a representatividade e os valores democráticos” do clube.

CEFAT

Os Conselheiros da Chapa Verde também votaram não para a alugação do CEFAT como espaço de treinamento para as categorias de base em Niterói. Abaixo, confira um trecho da justificativa.

“O espaço em questão, CEFAT, Vale das Moças, está localizado no bairro de São José de Imbassaí, a 44 km da sede do Clube no Rio de Janeiro (General Severiano), em local de difícil acesso, pois completamente fora do eixo rodoviário, ferroviário e náutico urbano de transporte coletivo.

Em levando em consideração que cerca de 85% dos jovens atletas da base do clube que moram no estado do Rio de Janeiro, residem na baixada fluminense, zona oeste, zona norte e poucos na zona sul, soa absolutamente mal localizado o espaço alugado.

Em registro, no CEFAT os atletas que moram fora do Rio de Janeiro (atletas residentes) encontram alojamentos superlotados, minúsculos, com banheiros coletivos e com pouca ventilação. Segundo informações colhidas, o Juizado da Infância e da Juventude viria, inclusive, condenando sistematicamente tais condições”.

COMISSÕES ESPECIAIS

Os conselheiros da Chapa Verde votaram sim para a criação das Comissões Especiais. De acordo com o grupo, tais comissões podem se mostrar “valioso instrumento de proposição, estudo e implemento de temas e medidas de interesse do Botafogo, em especial com contribuição da expertise pessoal e profissional de cada Conselheiro”.

No entanto, a Chapa fez uma ressalva. Afirmou que a forma como a votação de tais comissões se desdobrou foi “surpreendentemente descolada do que previa o edital convocatório”. Isso porque, o grupo afirma que o edital previa apenas a instalação, mas Mário Sodré submeteu a votação de três comissões especiais. A Chapa Verde afirma que isso pode prejudicar “sadias discussões que deveriam preceder a criação de toda a qualquer comissão”.

PLANO DE METAS E ORÇAMENTO

O Plano de Metas foi retirado da pauta. Sobre a decisão, a Chapa Verde mostrou-se a favor, porém votou contra o Orçamento definido para 2021. A Chapa Verde acredita que apesar do parecer favorável do Conselho Fiscal, as ressalvas apresentas pelo mesmo foram relevantes.

Fonte: Terra

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