Comentarista cita exemplo do Palmeiras e diz: ‘Botafogo vive dilema, entre realidade do elenco e expectativa da torcida’

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Por FogãoNET

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Comentarista cita exemplo do Palmeiras e diz: ‘Botafogo vive dilema, entre realidade do elenco e expectativa da torcida’
Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo alterna bons e maus momentos na temporada. Teve duas grandes vitórias sobre São Paulo e Internacional, mas vem de seis derrotas nos últimos oito jogos. A última delas o 3 a 0 para o América-MG na Copa do Brasil. Para o comentarista Eugênio Leal, do “Sportscenter”, da “ESPN”, há um problema claro.

– Não é de hoje. O Botafogo dentro de campo vive dilema, da realidade do elenco e do trabalho recente com a expectativa da torcida. Luís Castro quer alcançar a imaginação de time forte e poderoso, que o Botafogo ainda não é, e monta times que não tem a consistência defensiva que a realidade exige. Contra o América, o Botafogo era um time preocupado em buscar o ataque, mesmo tomando gols. Poderia ter sofrido mais. E não teve grandes chances. Vive entre a realidade de time que precisa ter postura mais recuada, mas precavida, mais consistente para eventualmente chegar ao ataque, mesmo contra o América-MG, que é um bom time de futebol e disputou Libertadores. O Botafogo no Brasileiro foi jogar com o Palmeiras aberto, tomou quatro. Depois caiu a ficha, foi jogar com o São Paulo, se tranco – argumentou.

– Quinta teve percepção diferente do que era o jogo. Deixou o lado esquerdo da defesa uma avenida. A defesa não sabia para onde ir, esse time tem que começar da defesa, não pode começar do ataque. A do Botafogo fica escancarada. Não tem time hoje para achar que vai ser o todo poderoso. Quer implementar ideia de jogo bonita, agradável, mas que para o momento é romântica, não é a realidade. Não tem as peças, não tem tempo e isso demanda resultado. Se não tiver, vai gerar desequilíbrio, desconfiança, que corrói o trabalho. Até o Palmeiras, hoje melhor time do Brasil, começou arrumando a defesa, jogando por uma bola, foi ganhando qualidade na armação de jogadas. Foi um passo de cada vez. O Botafogo não pode hoje querer ser o time que joga lindo sem ter segurança e sem ter peças – completou Eugênio Leal.

Já o comentarista Mário Marra pediu mais tempo para o trabalho evoluir.

Não consigo dissociar a informação de que o trabalho está começando, teve pouco tempo, com jogadores chegando. Tudo que for falado é recheado de coração amargurado com a derrota. No segundo tempo foi melhor, no primeiro foi uma nulidade. Poderia ter sido mais. Todo peso da crítica não está vinculado com entender o que está acontecendo. O Botafogo até o ano passado estava lutando para ficar em bloco intermediário de Série B, chega Enderson Moreira e sobe com muita folga. Vira empresa, passa a conviver com esperança de dias melhores, mas não chegam reforços, demora até o técnico Luís Castro, alguns jogadores não estão 100%, a grande contratação não rendeu o que se espera, tinha desfalques. Mas sinceramente acho uma bobagem hoje romper com tudo isso, é o cachorro correr atrás do próprio rabo. O time pode e deve competir mais, o Luís Castro tem razão. Vimos o América reinando pelos lados de campo. O Botafogo tem lá suas virtudes, atitude é inegociável, tem que competir mais, mas não acho que é esse caos todo. Tem que ter paciência e chegada de mais jogadores – opinou Mário Marra.

Fonte: Redação FogãoNET e ESPN

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