O Botafogo definia. Em crise societária e financeira, o clube vive situação delicada. E quem deveria proteger não é capaz de ter ações concretas. Essa é a opinião do comentarista Paulo Cesar Vasconcellos, no programa “Seleção SporTV”.
– O que me surpreende, não me surpreende, mas o que me chama muita atenção nessa história é essa incapacidade de ação do lado social, da direção do Botafogo social. Há um ano, o John Textor vem empilhando mitomanias, ele é um mitômano. E você percebe, pelo outro lado, que a direção do Botafogo social não consegue fazer rigorosamente nada. Inclusive, o presidente do clube (João Paulo Magalhães Lins) falou que o Botafogo não vai morrer. Não é sobre isso que está se discutindo, não é essa a discussão. A discussão é o seguinte: e o senhor como representante principal do associativo, o que o senhor, ao longo dos últimos 12 meses de 2025 e desses quatro meses de 2026, o que o senhor tem feito? Nada – criticou PC Vasconcellos.
Para o comentarista, o prejuízo fica com o clube e com a torcida.
– Sabe quem é que está pagando? Quem paga essa conta é o clube, porque é como se ele estivesse margeado de um lado por um mitômano, que é o John Textor, e do outro lado por incapazes do ponto de vista da gestão. E como isso está se refletindo? É óbvio que isso se reflete no ambiente do time de futebol e transforma o Botafogo, e impacta também no comparecimento do seu torcedor. Esse torcedor do Botafogo que foi capaz, ao longo do século XXI, de atravessar o deserto e manter o Botafogo vivo, tem se afastado dos estádios. Você vê a média de público do Botafogo no Campeonato Brasileiro, é absolutamente incompatível com a média de público dos campeonatos recentes, 25, 24 e 23 e 22, quando ele virou SAF. Porque esse torcedor, há um ano só lê notícia ruim sobre o Botafogo. Ele não lê uma notícia boa. Agora, o Textor é a parte mais visível daqui. Mas essa incapacidade do Botafogo social, de quem está lá, não pode ser ignorada – cutucou.