Como Palmeiras é ‘exemplo’ para o Botafogo mudar mentalidade com jovens talentos e atrair ‘novo olhar’ europeu

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Por FogãoNET

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Como Palmeiras é ‘exemplo’ para o Botafogo mudar mentalidade com jovens talentos e atrair ‘novo olhar’ europeu
Vitor Silva/Botafogo

Desde a chegada do norte-americano John Textor, que adquiriu 90% da SAF, o Botafogo mudou a forma de tratar o departamento de futebol. Bastante inserida no projeto, as categorias de base passaram a ter papel fundamental.

Com o intuito de criar identidade e gerar um trabalho de longo prazo, as equipes sub-20 e sub-23 foram bastante remodeladas. Só na janela do segundo semestre chegaram 17 atletas para as duas categorias somadas.

A ideia é clara: valorizar e investir no presente para colher no futuro, algo que o Botafogo pagou caro em um presente recente com nomes que surgiram como expoentes, mas acabaram por serem vendidos a um preço contestado diante da necessidade do clube em fazer o negócio.

Palmeiras como ‘exemplo’

Conforme apurou o ESPN.com.br, o modelo adotado pelo Palmeiras é um exemplo que a atual gestão do Botafogo tem como exemplo.

Desde 2015, quando passou a figurar novamente como uma das principais equipes do cenário nacional, o Alviverde se caracterizou por comprar muitos jogadores. No entanto, em 2020, a filosofia mudou.

Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo e com o planejamento traçado por Alexandre Barros, o clube paulista passou a apostar nos jovens revelados na Academia, como Gabriel Verón, Gabriel Menino, Patrick de Paula, hoje no Botafogo, Alan Esteves, Danilo e Wesley.

Os frutos foram rapidamente colhidos no âmbito esportivo e financeiro. Dentro dos gramados, o bicampeonato da Conmebol Libertadores e do Campeonato Paulista e conquista da Copa do Brasil.

Fora dele, algumas vendas expressivas, como a de Gabriel Verón em julho, para o Porto por 10,5 milhões de euros (R$ 58,78 milhões). Deste montante, o Verdão ficou com 80%, ou aproximadamente R$ 47 milhões.

O atual projeto do Botafogo “casa” com a estratégia adotada pelo Palmeiras: investimento em estrutura, desenvolvimento dos atletas, aproveitamento no profissional e sucesso esportivo e financeiro, mudando a forma como o futebol europeu olha e negocia pelos talentos.

A mentalidade do técnico Luís Castro vista como fundamental no projeto. Escolhido a dedo por John Textor, o português foi o diretor técnico da base do Porto em 2006 e responsável por “revolucionar” o setor, transformando o Dragão em um dos clubes que mais revelam na Europa.

O Botafogo, que busca mudar a forma em que o Velho Continente olha para as suas revelações, encara o “exemplo” Palmeiras nesta segunda-feira (10), às 20h, no Estádio Nilton Santos.

Fonte: ESPN.com.br

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