Danilo Barbosa é apresentado como reforço no Botafogo e se emociona ao lembrar perda de filha: ‘Quero voltar a jogar futebol com alegria’

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Por FogãoNET

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Danilo Barbosa é apresentado como reforço no Botafogo e se emociona ao lembrar perda de filha: ‘Quero voltar a jogar futebol com alegria’
Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo apresentou na tarde desta segunda-feira, no Estádio Nilton Santos, mais um reforço para a temporada. Trata-se do volante Danilo Barbosa, que estava no Nice (FRA). O head scout Alessandro Brito fez as honras da casa.

– Vim aqui representar o (John) Textor e o (André) Mazzuco, apresentação do Danilo, o Botafogo muito feliz em apresentá-lo. Quero agradecer ao Danilo, ao empresário, que foi muito correto, e dizer que o Botafogo está muito feliz com sua presença. Seja bem-vindo – disse Alessandro Brito.

O volante deu suas primeiras palavras como jogador do Botafogo e se emocionou ao explicar por que escolher o Glorioso.

– Recentemente eu passei por um momento extremamente complicado. Conversei com minha esposa, falei que era o momento de voltarmos, restabelecer o espírito, a mente e eu, como homem da casa, falei que a decisão é sempre 50/50, ela sempre esteve do meu lado. Deveria estar aqui antes, mas acabei perdendo minha filha, cinco meses, foi uma dor muito grande. Conversei com a minha esposa, me deu força, eu dei força a ela, em conjunto, claro que proposta do Botafogo, clube grande, nos organizamos, nos unimos, porque quero voltar a jogar futebol com alegria, poder dar alegria a ela e às pessoas que amo, isso acaba por refletir no clube. Espero poder dar o meu melhor em prol desse grupo e desse clube, porque me abraçaram em momento de extrema necessidade. É minha vida pessoal, muitos não sabem, mas estou aqui muito motivado e alegre. Espero dar meu melhor para sermos muito felizes – declarou Danilo Barbosa.

Leia outras respostas:

Técnicos portugueses

– Minha relação com os portugueses foi mais intensa que com outras escolas de futebol, saí muito jovem, fiquei um tempo em Portugal, tive contato com outros portugueses, com o Abel no Palmeiras, acompanhei o trabalho do treinador (Luís Castro), ainda não tive contato, mas conheço bem, bom treinador, boa mentalidade, troquei informação com jogadores. Tem tudo para dar certo.

Tempo sem jogar e improviso como zagueiro

– A questão do jogo, foi em fevereiro, tem um certo tempo, mas sigo treinando, estou bem fisicamente, ganhando a parte cardio e física. Sobre a versatilidade de poder atuar como volante e zagueiro, aconteceu por improviso, teve uma onda de lesões, o treinador Patrick Vieira optou por me improvisar. Concordei para ajudar o grupo. Sou médio, gosto de jogar no meio, onde me sinto bem, alegre, mas estou sempre disponível para ajudar o grupo. Ainda não tive contato direto com grupo e treinador, a partir de amanhã começo, vamos conversar melhor sobre essa questão.

Poucas chances no Nice este ano

– Saio do Palmeiras em um período complicado de transferências, assim como chego hoje, no decorrer da temporada, com grupo formado, treinador com sua mentalidade, há de se respeitar. Cheguei para ajudar e me mostrei disponível. Decisão do treinador temos que respeitar sempre.

Motivação

– Voltei muito motivado, alegre, com extrema ambição de contribuir ao máximo, dar minha parcela para o clube seguir na linha de vitória. É um momento delicado e necessário. Estou extremamente motivado para dar o meu melhor, dentro dessa temporada, jogo após jogo, e visando o futuro próximo.

Jogo aéreo

– Acredito muito na força do trabalho. O conjunto, se dedicando, tudo é possível. É uma característica minha, claro que não vou ganhar todas, mas vou procurar dar o meu melhor e ajudar o próximo. Tanto na aérea quanto no jogo no chão, estou aqui para somar.

Carreira

– São experiências que não são iguais. São similares por se tratar de futebol, mas cada uma procuro tirar proveito, sendo positivo ou não sendo como queremos. Acabam por nos ensinar. Voltar ao futebol brasileiro em 2021 foi bom para mim, saí com 17 anos, minha formação foi lá fora, vivenciei lá para vir para cá. Em termos de adaptação, acredito que seja mais prático pela questão da língua e por conhecer o futebol mesmo não atuando tanto. a demanda de jogos aqui é impressionante, muitas viagens, muitos jogos, acaba jogando com fadiga de acúmulo. Agora é chegar, jogar, se adaptar ao grupo e a corpo técnico, para dar o melhor no dia a dia.

Campeão da Libertadores

– Foi uma emoção única. Posso tentar descrever com palavras, mas só quem vivencia tem a dimensão real do que é ser campeão da Libertadores.

Trabalhar com Patrick Vieira como técnico

– Foi muito bom. É uma figura muito positiva no futebol mundial, além de bom jogador é bom treinador. A forma como se dá com jogadores é muito positiva. Aprendi muito nessa troca de informação, já tinha a admiração como jogador, como treinador foi muito positivo para mim.

Concorrência

– É sempre bom ter bons jogadores do seu lado, independente da quantidade, vai trabalhar para buscar seu espaço, com ética. Desde que seja disputa sadia, todos visando dar o seu melhor em prol do coletivo. É normal em grupo de trabalho.

Transição

– O clube passa por um momento importante, de transição, muitas coisas novas, treinador novo, mentalidade diferente, jogadores diferentes. A questão é mais trabalho, mais maturidade, se conhecer para as coisas tomarem forma e serem positivas, no trabalho e sendo efetivo, saindo com vitórias. É essa constância de trabalho que temos que manter para as coisas começarem a correr bem.

Veja o vídeo da Botafogo TV:

Fonte: Redação FogãoNET e Botafogo TV

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