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Davide Ancelotti recorda passagem pelo Botafogo: ‘Comecei num ambiente turbulento, mas foi um grande aprendizado’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Davide Ancelotti, técnico do Botafogo em novembro de 2025
Vítor Silva/Botafogo

Davide Ancelotti voltou a ser o braço direito do pai, Carlo Ancelotti, na Seleção Brasileira, após sua passagem pelo Botafogo no segundo semestre de 2025. Em entrevista ao podcast italiano “La Tripletta“, da “La Gazzetta dello Sport“, o treinador recordou como foi seu trabalho no Glorioso, quando conseguiu levar o time à Libertadores, mas acabou deixando o clube ao fim da temporada.

Foi uma grande experiência e aprendizado para mim. Digamos que decidi começar em um ambiente turbulento para um técnico no Brasil. Os tempos de permanência de um técnico são diferentes no Brasil. A média de permanência é de quatro meses. O Campeonato Brasileiro já trocou 11 ou 12 vezes de técnicos desde o início do ano, então você precisa considerar que os parâmetros são diferentes. Dentro desses parâmetros, é um trabalho difícil, mas é um trabalho que me ensinou muito.

Tive que lidar com muitas dificuldades porque cheguei no meio da temporada e não estava preparado. No entanto, ainda conseguimos um bom resultado, pois nos classificamos para a Libertadores. Obviamente, as expectativas eram muito maiores. O clube era o campeão sul-americano, o campeão brasileiro, mas considerando também que vendeu muitos jogadores em janeiro, o elenco era completamente diferente. Profissionalmente, estar imerso na imensa pressão que existe sobre um técnico no Brasil me ajudou a entender como reagir nesse tipo de ambiente – disse Davide.

O italiano, que teve sua primeira (e até então única) experiência como técnico efetivo no Botafogo, explicou os desafios que encontrou no futebol brasileiro e ressaltou que hoje se sente muito mais preparado.

Sim, eu evoluí como qualquer pessoa que teve essa experiência. Tenho mais experiência, então está no meu histórico e posso usar coisas da minha vida para seguir em frente. Tenho certeza de que você vivencia muitas coisas sendo técnico no Brasil, porque existem muitas dificuldades, é uma realidade completamente diferente. O que não é diferente é a gestão da equipe do presidente, dos jogadores… Esses são os problemas que existem aqui.

O que você pode encontrar lá que não encontra aqui é o gramado. Os gramados lá influenciam muito o planejamento da partida, as prioridades. Existem gramados secos, gramados ruins, gramados sintéticos, gramados bonitos e isso muda muito. Existem estádios com torcidas históricas. O estádio do Corinthians, por exemplo, é espetacular. Você vê times pelos quais Pelé jogou, Santos, Garrincha jogou, o Botafogo. Veja as fotos do Garrincha. Então, se você é fã de futebol, é uma experiência que talvez poucos técnicos europeus e italianos tenham – completou.

Futuro em aberto

Davide vai para a Copa do Mundo como auxiliar de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, mas segue com planos de ser treinador. Ele contou que recebeu sondagens e espera definir seu futuro antes do Mundial, com prioridade para trabalhar no futebol europeu.

Sim, recebi algumas propostas, pelas quais sou muito grato, e gostaria de definir meu futuro antes de ir para a Copa do Mundo. Porque quando estiver na Copa, quero me concentrar apenas na Seleção. Estamos prontos. Não estou desesperado para treinar. No momento, estou procurando o clube ideal para mim, para que eu possa começar na Europa. Desta vez, sim, houve até algumas equipes que me procuraram no mercado americano, e isso é ótimo porque, no fim das contas, são oportunidades que talvez não sejam fáceis para um treinador aqui na Europa conseguir.

No entanto, o futebol está crescendo. Tanto o futebol sul-americano quanto o norte-americano estão crescendo. Pellegrino Matarazzo, da Real Sociedad, veio da MLS e se saiu muito bem. Bons treinadores estão por toda parte agora. Os campeonatos são difíceis em todos os lugares, e todos os campeonatos podem perder algo. Então, agora minha prioridade é me estabelecer e crescer como treinador na Europa – disse.

Fonte: Redação FogãoNET e La Gazzetta dello Sport

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