Dívida do Botafogo não assusta John Textor: ‘Impacto que o clube pode gerar é muito maior’

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Por FogãoNET

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John Textor, da Eagle Holdings, investidor do Botafogo
Reprodução/TEDx Talks (YouTube)

A dívida de quase R$ 1 bilhão do Botafogo impressiona e pode assustar alguns. Não John Textor. O empresário americano, que vai adquirir os ativos da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) alvinegra tem certeza que a capacidade de geração de receitas do clube é maior.

A lei da SAF prevê que ao menos 20% das receitas sejam destinadas a pagamentos de dívidas.

Se for olhar para as receitas de um clube de futebol no Brasil, essa dívida iria assustar. Mas o impacto que o clube pode gerar é muito maior. Podemos engajar a nossa torcida, a nossa audiência, de maneira muito lucrativa. Olhe para o Manchester United, por exemplo, que tem uma torcida muito leal em escala global, mas não consegue alcançar todo o potencial em termos de modelo de negócio – disse Textor ao site “GE”.

Um clube como o Botafogo, com milhões de torcedores, dá muitas oportunidades. Onde há esse tipo de paixão, há chance para crescimento. E não há uma dívida muito alta para um modelo de negócios global. É uma dívida imensa para um clube daqui, mas o governo fez uma grande lei, que deixou essa quantia possível de se pagar. Fizeram um grande trabalho para preparar o terreno. O governo não faz isso por nós lá nos EUA – brincou.

O empresário também comentou sobre a possibilidade de ter outras fontes de receita advindas da torcida.

– Os torcedores não devem esperar que nós vamos martelar diversas maneiras diferentes de tirar dinheiro deles. Esse é um processo que precisa ser mais natural. Se você conseguir grandes histórias, como essas que a Netflix conseguiu fazer sobre os clubes, os torcedores vêm até você naturalmente. Temos que capturar esses momentos que mobilizam os torcedores, fazem eles quererem se reunir, viver aquilo – finalizou.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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