Ex-controlador da SAF do Botafogo, John Textor concedeu uma entrevista coletiva para apenas quatro jornalistas nesta quarta-feira (3/6), em um hotel no Rio de Janeiro. O empresário norte-americano voltou a dizer que segue sendo dono de 90% das ações da SAF e atacou o clube associativo.
Em declarações reproduzidas pelo site “GE”, Textor afirmou que o Botafogo social terá de ser responsabilizado caso conclua a venda da SAF para a GDA Luma e afirmou que foi traído.
– O fato é: eu sou o dono de 90% das ações. Vai ser altamente disputado entre mim e Eagle Bidco. Mas a Eagle não tem o direito de vender ações que eu sou dono. Se eles fizerem isso, o comprador tem que estar consciente de que está comprando algo inválido. Mas deixa eu dizer quem não tem esse direito também. Um dia, vai haver a resolução de John Textor tem o direito das ações ou se a Eagle vai fazer o impossível e convencer o júri de que o documento diz o que o documento não diz. Mas um grupo (de acionistas) que não tem o direito de fazer isso (vender as ações) é o associativo – disse Textor.
– Nós temos essa crença de que o associativo pode fazer o que quiser, porque nós crescemos com ele, eles administram o clube. Mas eles tomaram a decisão, pelas leis que regem esse país, de ter 10% das ações. Eles não têm o direito de fazer isso. Fizeram um acordo com a GDA, eles me traíram, traíram o Durcesio, disseram a nós que outra coisa estava acontecendo. Eu acredito em tudo que estão falando e, agora, dizem que eles vão negociar para comprar as ações. Bem, vamos ver. Eles não são os donos, eu sou. O clube social tem que se responsabilizar pelo que está acontecendo. O clube social quer ego, poder, quer o clube deles de volta – completou.
John Textor também falou sobre a tal proposta dele que foi rechaçada na reunião com cerca de 50 conselheiros na noite da última segunda na casa do presidente João Paulo Magalhães Lins.
– Eu nunca fiz uma oferta para o clube social para fazer nada além de apresentar aos membros o que eu estou disposto a investir na SAF. Eu não fiz uma oferta que eles votaram, deixei claro antes daquelas reuniões com e-mails que vocês vão ver que eles não têm o direito de comercializar essa oportunidade para a GDA, para a MasterCom ou para qualquer outra pessoa. Não estou oferecendo comprar nada de volta. Os documentos ficaram mais claros nas últimas semanas e meus direitos ficaram mais claros. Nunca fiz uma oferta ao clube social porque não é direito deles decidir isso. Eles são, por lei, detentores de 10%, têm um assento no conselho de administração e não deveriam estar administrando a empresa agora. Eles não têm o direito de fazer isso – declarou.