Ex-controlador da SAF do Botafogo, John Textor esteve presente neste sábado (19/9) na Libertadores Experience, evento organizado pela Conmebol na Enseada de Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. O empresário norte-americano voltou a sustentar que segue sendo dono do futebol do clube e disse que a Justiça do Brasil vai reconhecer isso, após ele obter pareceres favoráveis da Justiça dos Estados Unidos na última semana.
– É uma decisão dos Estados Unidos, mas sou o proprietário aqui no Brasil. O contrato pelo qual vendi minhas ações para a Eagle foi firmado nos Estados Unidos e é nulo tanto nos Estados Unidos quanto aqui no Brasil. Levará algum tempo para que o processo judicial seja concluído aqui. Talvez se resolva aqui no Rio, talvez tenha que chegar a Brasília, mas no fim das contas, eu sou o dono. É muito frustrante estar fora do clube agora – disse, ao “GE”.
– Acho que não é só um teste para o Botafogo, é um teste para o futebol brasileiro. Fui convidado para investir não só na equipe, mas neste país. Acho que queremos incentivar esse investimento, tanto dentro do país quanto de fontes externas, para fortalecer o futebol brasileiro, o melhor futebol do mundo. Não podemos permitir que essas situações em que regras locais e a influência de clubes sociais, esses modelos antigos que levaram à criação e aprovação da Lei da SAF, continuem. Temos que proteger isso – continuou.
– Claro que digo isso de forma egoísta, porque meu interesse é o meu amor por este clube, mas acho que há muito mais em jogo do que apenas Botafogo. Acredito que, no fim das contas, os tribunais chegarão às decisões corretas. Eu sou o dono. Esta é uma briga de família entre mim e a Eagle. Sempre foi assim, isso já passou. Não acho que os clubes sociais devam se aproveitar da situação de forma oportunista. É hora de voltarmos ao caminho dos títulos, precisamos ser campeões – completou.
A SAF do Botafogo está em processo de recuperação judicial, com a Justiça do Rio já tendo afastado Textor. Atualmente, a empresa dona do futebol é controlada pelo clube social, que tem 51% das ações, enquanto a Eagle Bidco tem 49%. Uma assembleia da SAF convocada para próxima quinta (24/9) pode diluir as ações da Eagle, pavimentando ainda mais o caminho para a chegada da GDA Luma.