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Franclim Carvalho vê sinais de melhora no Botafogo e cobra mais: ‘Sou um pouco chupa limão, estou sempre um bocado insatisfeito’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Franclim Carvalho em Botafogo x Chapecoense | Copa do Brasil 2026
Reprodução/SporTV

O Botafogo evoluiu, venceu cinco dos últimos sete jogos e está invicto com Franclim Carvalho. O técnico vê o time em crescimento, mas quer mais. Foi o que afirmou após a vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, nesta quinta-feira, na ida da quinta fase da Copa do Brasil.

– Eu acho que os indicativos da melhora têm sido a cada jogo. Eu sou um pouco chupa limão, estou sempre um bocado insatisfeito, mas eu acho que nós temos muita coisa a melhorar. Eu, quando digo isto, não é para vender jogo, como vocês falam, não é para estar aqui só a enganar. Nós temos muita coisa a melhorar, muita mesmo. E isto passa pelo processo coletivo. Eu se for um pouco a olhar para o meu umbigo a dizer que nós empatamos com o Coritiba e ganhamos da Chapecoense, portanto temos um diferencial de gols positivos. Mas a mim eu posso ganhar os jogos todos por 4 a 3, ou 5 a 4, ou 6 a 5. Se ganhar os jogos todos e sofrer cinco gols e marcar seis, está bom para mim. Claro que nós não ficamos satisfeitos de ser um dos melhores ataques e uma das piores defesas, mas temos que melhorar isso e vamos melhorar isso. Isto é um processo coletivo, como eu disse há pouco, a responsabilidade não é só do goleiro, não é só da zaga. Começa lá na frente, naqueles dois homens, e às vezes mais um, que tem que pressionar muito, tem que correr muito. Nós sabemos a causa dos gols com o Coritiba, sabemos a causa do gol com a Chapecoense. Tentamos trabalhar sobre isso muito com o vídeo, porque o tempo é curto, mas sabemos que vamos melhorar. Nós não vamos controlar os jogos todos com a bola, como eu já disse. Portanto quando não temos a bola também temos que ser uma equipe e vamos melhorar nesse sentido. Temos melhorado e vamos melhorar ainda mais. Depois quando tivermos este pensamento com a bola como equipe, sem a bola como equipe, vamos melhorar esses números, sem dúvida nenhuma – assegura.

Leia outras respostas de Franclim na coletiva:

Mudanças no time

– Primeiro porque quem decide sou eu, portanto esta é a resposta, claramente. E depois nós não temos uma equipe titular, temos um elenco titular. Quando nós mudamos oito atletas para o jogo da Argentina, eu fiz isso. Depois mudamos dois, hoje mudamos cinco. Não estou de acordo com a sua análise que o primeiro tempo foi inferior ao segundo. Não estou de acordo. Respeito. Ainda bem que fizemos gol, não foi aos 40, foi aos 90. Ainda bem, porque isto só termina quando o árbitro apita. Você viu o mesmo jogo que eu, o adversário, e eu uma vez mais vou dizer, não estou a criticar. Mas o adversário quis sempre quebrar o jogo, fazer cera, como falam aqui. O juiz não pode fazer nada, quando o adversário faz isto, chama a maca. Quando é o goleiro não pode fazer nada. O que o juiz pode fazer foi o que fez, que é dar tempo extra. Se calhar, na minha opinião, em vez de sete podia dar dez minutos. Mas isto já é a minha opinião. O juiz decidiu assim, tudo certo. Nós até o apito final temos que tentar sempre fazer gol. E ainda bem que fizemos aos 90. Podia ser aos 90 mais sete. Valia o mesmo. Tivemos 48 no primeiro tempo, 52 no segundo tempo. Valeu, ganhamos, está feito. Relativamente às opções, como eu disse, sou eu que decido. Entendemos, nós comissão, que era o melhor 11 para começar a partida de hoje. Eu fiquei muito satisfeito e, já lhes disse aos dois, com o jogo do Montoro e do Kadir. Acho que fizeram um jogo bom e crescendo até no jogo. E depois quisemos ficar ali com o Tucu no lugar do Kadir. Mas gostei muito dos jogos dos dois. E acho que a equipe no primeiro tempo criou oportunidades suficientes para partirem em vantagem no final do primeiro tempo. Portanto, não estou de acordo aí. De resto, respeito toda a sua opinião. E esta é a justificação.

Formas de atacar

– Eu vou ser sincero, eu acho que se nós tivéssemos feito gol no primeiro tempo, que o resultado não seria este. Sinceramente, é a minha opinião. Claro que depois o jogo muda, mas eu acho que não seria este. Nós falamos com os atletas ontem da possível alteração de estrutura do adversário. Eu creio que foi a primeira vez do Fábio (Matias), ou pelo menos no trabalho da Portuguesa e agora na Chapecoense, que jogou com três zagueiros. Mas nós, comissão, sabíamos que haveria esta possibilidade. E depois, antes do aquecimento, nós já estávamos com os atletas, quando saiu a ficha de jogo, que o adversário lançou na hora limite, que é uma hora antes, que está dentro do momento, então não há problema nenhum. Mas quando atrasaram o lançamento da ficha de jogo, eu disse logo, vamos jogar contra três zagueiros, e estávamos certos. Então nós estávamos preparados para isso. Nós temos um momento do Montoro no primeiro tempo, que é um movimento de facão, de profundidade, que acho que é o Ferraresi lhe mete a bola e ele desvia de cabeça, depois o Kadir, o Júnior e o Matheus embrulham-se. E isso é o que nós temos que fazer contra estas equipes. É procurar a profundidade. Apesar do adversário estar em cima da área, perto da baliza deles, nós não podemos estar só a querer desmontar o adversário através de passe. Nós temos que trabalhar muito sem a bola. E isso foi o que eu lhes pedi ao intervalo. E a primeira bola do segundo tempo foi logo uma bola longa, para a corrida, para o espaço. Nós no primeiro tempo tivemos Júnior, tivemos Kadir, tivemos o Montoro a fazer isso. E nós precisamos fazer muito isso. Eu sei que é chato para os centroavantes, para os atacantes, estar a trabalhar sem a bola. Mas muitas vezes nós abrimos espaço para. E hoje conseguimos fazer isso. Menos vezes do que pretendo, menos vezes do que os jogadores querem. E menos vezes do que nós vamos fazer no futuro. Nós temos que fazer isso mais vezes e é isso que vamos fazer.

Jogo da volta com a Chapecoense

– Eu não quero parecer muito monótono nas minhas respostas, mas a prioridade é o jogo com o Internacional. Eu disse aos jogadores que amanhã (quarta) é folga para aproveitarem o dia em família. Mas nós agora não adianta pensarmos em mais nada do que o Internacional. Temos tempo de pensar no jogo da segunda mão, o jogo lá em Chapecó. Agora é importante é o Internacional. Que os jogadores aproveitem, descansem, as famílias, os filhos. Depois voltamos com força. Temos um jogo muito difícil contra o Internacional.

Finalizações

– Relativamente aos números, no domingo disseram 19, quatro no alvo e duas no poste. Dá-me igual, porque três ou quatro é pouco. Temos que acertar mais no gol. Mas, por exemplo, o lance do Vitinho, que eu lembro-me, sobre a linha de gol, não é considerado remate, é uma oportunidade claríssima. E no primeiro tempo tivemos ali três ou quatro situações em que temos que definir melhor. Acho que estávamos com muita sede para sair eu a fazer o gol, eu, este, não. Isto é, primeiro, pensar como equipe. Claro que deixa-nos satisfeitos. Ter efetuado 33 cruzamentos, 19 remates, três ou quatro no gol, mais dois no poste. Fizemos um gol, que é o importante. Mas nós trabalhamos muito a finalização, trabalhamos muito este movimento, que eu já falei várias vezes. Trabalhamos muito isso durante a semana. E o fato de nós criarmos essas oportunidades e de aparecer na zona em que temos que aparecer, leva-nos a estar mais perto do gol. Depois, se é gol ou não, isto com o tempo… Acho que foi o Cristiano Ronaldo que disse uma vez que é como um ketchup quando começa a sair. E eu acho que a nossa equipe é muito assim. É muito o entusiasmo de seguir o que acontece. Então, se fizermos gols, nós sabemos o que vamos fazer. Eu disse aqui que nós íamos fazer muito gol. E temos feito sempre gol, ainda bem. Hoje foi importante não sofrer, fizemos um. Foi pouco para mim, mas deu para ganhar, está bom.

Família Botafogo

– Primeiro agradeço-lhe por ter parabenizado todo o estafe que trabalha diariamente no Botafogo. Porque eu já disse isto e vou dizer isto muitas vezes. Eles fazem-me sentir muito bem recebido, porque são pessoas que merecem os parabéns todos os dias. Como você disse, são pessoas que trabalham muito e que nos acarinham. Portanto, isto para mim é muito importante e faz-me sentir feliz e realizado todos os dias e com vontade de trabalhar. E não sou só eu que tenho esta sensação ou este sentimento, são todas as pessoas que trabalham no Botafogo diariamente.

Mão de Franclim Carvalho

– Relativamente à questão de ter mão ou não, eu acho que todos os treinadores ou todas as comissões têm a sua ideia. Não há melhores nem piores, há diferentes, têm a sua ideia. Eu acho que a diferença é o jogador interpretar ou conseguir concretizar isso. Porque eu disse desde o início e continuo a dizer, e por isso é que exijo muito deles, nós temos um elenco muito qualificado, muito mesmo. Temos um elenco muito qualificado, com muita qualidade. Por isso é que temos esta questão do mercado, nós sabemos que temos jogadores que são desejados. Agora o nosso trabalho é tentar juntar as peças e mostrar um caminho. Pois eles lá dentro às vezes tentam se desviar e encontram caminhos que nós não estamos a ver, que os jogadores ajudam muito. Principalmente os mais velhos, trocamos algumas ideias. Isso para mim é importante. Eu gosto de ter esta abertura, sugiro, tenho a minha ideia, a ideia é esta. Às vezes eles não se sentem confortáveis e nós tentamos chegar ao encontro deles. Portanto, eu acho que da minha mão não tem muito. Tem é muito da mão e dos pés dos jogadores, e da cabeça, porque eles é que andam lá dentro, eles é que conseguem interpretar e concretizar o que nós pedimos. E a qualidade que eles têm, eles conseguem ou estão a conseguir.

Fonte: Redação FogãoNET

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